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Rune - Capítulos em "Beta" & Discussões sobre a história.

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Rune - Capítulos em "Beta" & Discussões sobre a história.

Mensagem por JP Vilela em Dom Maio 20 2012, 21:24

"ctrl+c ctrl+v" do tópico lá do Zinemax, para os que só tem conta por aqui:

As pessoas que me conhecem um pouco mais podem, ou não saber que eu tenho uma historinha em mente. Fruto da minha imaginação de moleque malemolente e... estudada, adaptada, reformulada, adaptada denovo, melhorada... em seguida adaptada... bem, vamos dizer que já trabalho nela a alguns anos. Por enquanto chamo só de Rune por que gosto de nomes simples para histórias. xD

Bem, um pouco do que existe nela: Muitas referências e influências de mundos fantásticos, e do bom e velho RPG. Sério, não consigo me afastar do gênero fantástico, é algo que tenho muita paixão. E também referências de períodos históricos do nosso mundo.

O gênero predominante seria aventura, mas não gosto de me limitar apenas a focar nele, quero que a aventura seja o alicerce, mas a ação, romance, suspense.. comédia... e... terror façam parte da mistura também.

Isso que vou postar seria.. o equivalente a um cap 1? Acho que sim. Porém, tive preguiça de escrever ele todo, então digamos que isso é a primeira parte do primeiro capítulo. xD

Em breve atualizarei.

*Edit.

Estou postando o Capitulo 1 completo aqui. Fiz algumas modificações seguindo as criticas do pessoal.

Rune Capitulo 1 - O Fim do Treinamento.

Parte 1 -

Spoiler:
Rune - Capitulo 1 - parte 1


Os primeiros raios de sol começam a perfurar a irregular linha do horizonte salpicada com morros, montanhas e árvores quase sem folhagem. Em quanto no topo de uma pequena torre um pombo voa assustado com o repentino movimento do que a alguns segundos atrás era quase imóvel. Acordado pela ave uma pessoa sentada em uma cadeira, apoiada no parapeito da torre se descobre de uma manta de lã desbotada, se espreguiçando.

Era um jovem com seus vinte anos, ele coçava o queixo com sono, sua pele era morena. Olhava para a bela paisagem com seus olhos de cor castanha. A briza matinal soprava refrescante, bagunçando o seus já desarrumados cabelos amarronzados. A sua expressão cansada era de quem não dormiu nem um pouco bem nas ultimas noites. Com movimentos preguiçosos ele alcança uma luneta que estava escorada próxima a suas pernas. Direcionando o objecto para a entrada da cidade sua expressão rapidamente muda, abrindo um sorriso nos seus lábios e falando com sigo mesmo balbucia algo como: "bem na hora".

Ele se levanta da cadeira, sua altura era normal, não passava de um metro e setenta, suas roupas eram uma camiseta sem mangas de lã, por cima de uma camisa de mangas compridas cinza, sua calça era de couro, ele é do tipo atlético, nem muito magro, nem musculoso de mais. Lançando o cobertor para lá vai em direção ao companheiro de vigia.

- Damon... Damon... acorda, eles estão chegando.

O outro rapaz que estava no topo da torre estava sentado em outra cadeira, com os pés apoiados contra o parapeito e coberto com o mesmo tipo de cobertor. Sem abrir os olhos ele responde ao colega com um tom seco na voz:
Que ótimo... tá, mas deixa eu aqui. Mal terminei meu turno - Esse era um jovem com quase a mesma idade. Pele e cabelos um pouco mais escuros e um penteado curto.

- Bem, você arruma tudo depois. - Continua o rapaz, agora retruncando com o mesmo tom seco do companheiro.

Ele dobra de maneira apressada a coberta com a qual tinha se protegido do frio noturno. Pega uma mochila que estava encima de algumas caixas por lá e sobe no parapeito. O começo da manhã tinha um aroma de terra molhada. Enquanto inspira um pouco desse ar ele olha para baixo. Uma queda de nov metros de altura até o telhado do mercado municipal, uma estrutura com dois andares de altura, da onde a torre se projetava. Sem fazer muito drama ele se lança para baixo, caindo firmemente na lage do grande prédio. E logo em seguida ele começa a correr pelo telhado.

O que o rapaz tinha avistado entrando na cidade era uma grande carroça puxada por seis fortes cavalos. Uma grande forma retangular coberta com um pano remendado era transportada, dois homens ocupavam os assentos do veículo. Um mascava alguma planta enquanto lia a um livro, e o outro tinha as rédeas do transporte a suas mãos.

Saltando do telhado de uma casa até a calçada o rapaz faz seu caminho até a carruagem de maneira extremamente ágil. Contornando grupos de pessoas que carregavam sacos com alimentos, carroças e pedestres. Finalmente alcançando, ele para em frente a carruagem. O homem que estava a dirigindo rapidamente para o transporte. Olha nos olhos do rapaz com uma expressão de surpresa e fala enquanto desce rapidamente do assento:

- Ah! Que bom que, pelo visto ainda estão mantendo os horários de patrulha nos pontos de observação... mesmo sem nós por aqui para dar as ordens. - Ele abre um sorrio amigável ao fim da fala, estendendo a mão direita para cumprimentar o rapaz.
- Humm. Você sabe que o Velho não deixaria ninguém abandonar as tarefas mais chatas. Nem que você tivesse saído por um milhão de anos. - O rapaz retribui o gesto em um caloroso aperto de mão.

- Ah, é verdade. - O homem faz uma pausa para coçar a barba, enquanto acena com a cabeça. Este é um sujeito maduro, de média estatura, com barba cheia e desarrumada, seu cabelo castanho amarrado atrás, sua pele é clara, mas um pouco bronzeada, seus olhos eram de um castanho muito claro, cor de âmbar, seu olhar inspirava confiança. Veste um sobretudo com capuz de couro surrado, assim como o outro sujeito que está no topo da carroça. Mas não dá para não notar a quantidade peculiar de adagas que ele carrega em seu cinto, todas firmemente penduradas para o lado esquerdo, com cabos com acabamentos minuciosamente únicos, letras e símbolos de alguma linguagem antiga. Continuando a conversa enquanto gesticula para o rapaz subir na carruagem:

- Bem, a quanto tempo está lá olhando para o ar? - Botando os cavalos para andar novamente e balançando a cabeça em direção a torre do mercado.

- Dois dias e algumas horas, e se me perguntar como foi... preferia ter tirado o dever de limpar os banheiros. Aquilo é um inferno. Se eu já tivesse pego esse tralho teria levado um livro!

- Pior do que os banheiros? Ei... você não gosta nem de ler... é tão ruim? - Olhava para o rapaz com estranheza.

- É. - O rapaz suspira desconfortado. Enquanto o homem saca um cantil de dentro de seu sobretudo e toma um gole de alguma bebida amarga.

- Bem... - continua ele, fazendo uma pausa para verificar se o cantil estava realmente seco - Poderia ter sido pior...

- Ah... tá bom. - O rapaz tentava prosseguir com a conversa sem parecer cansado -Hhumm... O negocio é que você voltou, e agora vou poder pegar as tarefas normais. Chega de mofar na torre!

- Não sabia que sentiu tanta saudade de mim. - toma alguns segundos e pergunta com sarcasmo estampado na cara - E quanto a seu instrutor? - Ele fala baixinho. O homem aponta com o dedão para o outro sujeito que está centrado lendo o livro. O rapaz responde fazendo cara de repulsa.

A cidade já era bem crescida, em comparação com o seu tempo de fundação. Exatamente cento e vinte e seis anos atrás não passava de uma área coberta por mato. Hoje em dia, ha prédios com três andares em volta do mercado municipal, que é o coração do lugar. Por lá as ruas já eram calçadas com pedras e se tinha um pequeno sistema de esgotos em um quarteirão onde as casas mais ricas se encontravam.

Grande parte pela sua localização, ela é um ponto estratégico para o comercio de toda a região. A fazendo crescer com o rico comercio local. Seguindo o caminho a carruagem passa por praticamente toda a cidade. O trajeto dura quase duas horas, muito devido a tranquilidade do condutor. Saindo pelo lado contrário, em uma área mais rural, eles chegam a um lugar que parece uma pequena fortaleza. Grossas paredes com cinco metros de altura e três de espessura repletas de guaritas e algumas equipadas com rústicos canhões, e alguns homens com rifles observando o movimento lá de cima. Mais parecendo uma pequena muralha que circundava o que parecia um armazém fortificado.

Passando pelos portões reforçados do lugar eles chegaram aos fundos, deixando a carruagem nos estábulos. O homem que se manteve silencioso durante todo o percurso fala ao longe com o rapaz que já estava se despedindo do outro homem:

- Sr. Arrierf, amanhã ao nascer do sol, quero você e os outros recrutas no terceiro andar. Esteja avisado. - Esse era um pouco mais jovem que o colega de viagem e um tanto mais alto, tinha a pele escura, seus lábio grossos reforçavam sua etnia. Usava óculos com aros redondos com pequenos detalhes prateados em alguns pontos da armação de madeira, seus cabelos eram muito curtos.

- Como quiser... - Responde o rapaz em tom indiferente. Sem olhar nos olhos do homem. Ele se dirige os enormes portões do armazém, cumprimentando uma ou outra pessoa que encontrava no caminho.

Do lado de dentro do local, havia um monte de caixas dos mais variados tamanhos. Armas para tudo quanto era lado, espadas, adagas, lanças, arcos e mosquetes. Sacos com batatas, entre outros vegetais também se encontravam empilhados em várias partes. No fundo, havia forjas, e pessoas trabalhado com ferro, fazendo desde ferraduras, passando por vigas, a capacetes. O lugar era um formigueiro. E todas as pessoas que trabalhavam no local iam e viam enquanto o rapaz fazia a curva em uma escada escondida de qualquer um que tentasse espiar para lá de fora do armazém.

Essa escada era grande e levava para baixo, cinquenta espaçosos degraus de uma pedra escura. Ele chega a uma porta metálica reforçada. Com apenas uma fresta pela qual se dava para ver quem descia pelas escadarias. Na frente desta. Um senhor com barba preta comprida, e cabelos curtos meio grisalhos nos lados lia tranquilamente um livro, enquanto fazia bolinhas de fumaça com um cachimbo. O rapaz saca uma peça de metal do bolso, do tamanho de uma laranja mas achatada, com um simbolo simples que lembrava um raio, e algumas letras em um idioma estranho. Ele fala:

- Recruta DeValence, voltando do posto de observação do mercado - Com um tom que faz transparecer que isso já era parte da rotina dele.

- Bem vindo garoto. - Fala o homem que puxa a pesada porta para o lado, abrindo passagem para um corredor largo de pedra iluminado por tochas.

O rapaz continua seu trajeto, passando por uma câmara na qual ele deixa alguns papéis com uma senhora, sai de lá e desse mais quatro lances de escada, cada um com seus cento e cinquenta degraus até um corredor com várias portas. Ele para enfrente a uma, de numeração vinte e sete, saca a chave e abre a porta. É um quarto simples e bem pequeno. Uma cama, um armário, um espelho e uma escrivaninha, toda a mobila do local é velha, coisa de décadas, ou talvez mais. Entra no local, fecha aporta, larga sua mochila no canto da parede. Coloca a peça de metal sobre a mesa, com os pés tira as botas e se joga na cama. Era bom deitar em algo macio depois de ficar feito uma gárgula por mais de dois dias no alto do ponto de observação.

Parte 2 -

Spoiler:
Rune - Capitulo 1 - parte 2

O terceiro andar do complexo subterrâneo era um local imenso, quase uma caverna dessas que se encontra em locais remotos, se não fosse evidente que o abi ente era todo contado e esculpido artificialmente. Iluminado por várias tochas e velas, era um local sombrio e frio, por estar tantos metros dentro da terra, possuía furos no seu chão e paredes, que seriam bem elaboradas passagens de ar e sistema de escoamento de líquidos, todos trancados por grossas barras de metal negro. Encanamentos saiam em alguns pontos das paredes.

- Muito bem recrutas. Tenho boas notícias para vocês. Depois de do jantar de ontem, eu e Nacasiba entramos em consenso. Seu treinamento acaba hoje. - O pronunciamento do homem pele escura e óculos gera olhares dos mais variados tipos vindos do grupo de dezessete jovens que lá se encontravam a sua frente. Suas idades variavam, o mais novo era quase adolescente, o mais velho tinha vinte e cinco. O grupo era composto por quatorze homens e três mulheres. Ele continuava - Amanhã, sairemos em viagem. Será a primeira missão em campo de quase todos vocês. Uma missão de verdade. Como instrutor do grupo estarei disponível para consulta durante toda a tarde de hoje. Se decidirem não comparecer amanhã. Farão mais um ano de treinamento. Quando falo de verdade é por que ninguém vai garantir que todos voltem sãos e salvos. Não posso revelar mais detalhes por que esses ainda não fui liberado para os divulgar. - Ele coça o queixo com indiferença. - Isso é tudo. Hoje vocês tem o dia livre. Perguntas?

Um dos recrutas. O rapaz de cabelo curto que estava dormindo na torre levanta a mão.

- Sim Sr. Damon?

- O por que todo o segredo? Por que não informar os riscos agora?

- Bem, por que amanhã eu quero aqueles que vão ter certeza que são capazes de fazer uma missão em nome do Sedoc, de assumir os riscos e responsabilidades. Não quero nem ver a cara dos relutantes na minha frente amanhã. Alem do fato de que eu não recebi detalhes de qualquer forma... você é surdo Sr. Damon?

- Angus, senhor... isso não faz sentido, se aparecermos amanhã sem saber o que nos aguarda.

- A vida é como uma caixinha de surpresas, Sr. Damon. E quando você aceita viver sobre o estilo de vida do Sedoc, é preciso estar pronto para tudo que seus superiores o pedirem.

- Isso é uma idiotice - Resmunga o recruta Arrieref, que estava entre os últimos, no fundo da grande sala. Era perceptível que o supervisor havia escutado, mesmo que tenha soado um murmúrio baixo.

-Mais perguntas? Não? Ótimo. Estão dispensados. Ah sim.. e eu ouvi seu comentário Sr. Arrieref.

- Que bom, já sabe minha opinião. - Fala o rapaz enquanto se vira e vai embora.

Quem diria que um complexo desse tamanho se esconderia em baixo do armazém. O andar número dois era aonde se encontrava o salão comunal, onde todos comiam, bebiam e tinham festas algumas vezes perdidas. Era um salão com várias mesas, que comportaria facilmente duzentas pessoas sentadas. Possuía locais para se assar alimentos em quase todas as quinas, era um local de festas. Muito embora a imensa cozinha que se escondia nos fundos desse conta da demanda de comida de todos que lá habitavam sozinha.

- Então, quer dizer que...

- Que Angus é um idiota, além de péssimo instrutor... - Arrieref toma uma golada de água para refrescar a boca e garganta. - Queria ter tido Alexis como meu instrutor. Ele te treinou não foi Láu?

- Foi, ele é boa gente, muito bom no que faz, e tem um grande conhecimento de quase tudo que se precisa para ensinar aos recrutas. Isso tudo antes mesmo dele virar Jarl. - Responde o jovem homem de óculos que senta de frente para o rapaz. Ele já tinha acabado sua refeição.

- Tsh... sortudo. - Toma uma colherada do ensopado fumegante. - Olha, Láu, qual foi sua primeira missão?

- Ah, foi uma viagem, faz um tempo já, cinco anos... eu acho... tive que pegar uma carga com suprimentos de alquimia para os laboratórios. Foi tranquila, nada aconteceu. Dormi a maioria do tempo, um outro cara que conduziu a carruagem a viagem toda. Depois disso quase não sai mais, sempre gostei de estudar aqui. - Os dois sentavam em uma das mesas afastados das demais pessoas que estavam almoçando.

- Ah é? Deve ter sido... emocionante. - Rasga um pedaço de pão e molha no ensopado. - Hummm... Bem, não importa o que aquele bastardo queria que façamos amanhã, eu vou deixar de ser recruta.. trabalhar com o Alexis e nunca mais dever favor a aquele miserável.

- Quando você não gosta de alguém você não gosta mesmo né Dami? - O gentil rapaz arruma os óculos.

- Tento não deixar aparente. - Arrieref faz um sorriso irônico, e logo o amigo retribui com uma risada.

O dia seguinte chega. O fundo do “Armazém” era enorme, muitas árvores brotavam aqui e ali algumas muito velhas, outras muito novas, criando agradáveis sombras contornando os caminhos de terra, pessoas iam e vinham transportando mercadorias e armas, comida e animais. Caixas e caixas se amontoavam em vários lugares em torno do grande estábulo próximo aos muros do local.

A sua frente, estava Angus, o instrutor dos recuras, que já estava ali pontualmente esperando os recrutas, escorado em uma das vigas de madeira do grande estábulo. Um ou outro chegaram, duas das moças, o caçula do grupo, o mais velho também, depois de alguns minutos, nove dos dezessete estavam presentes, dentre eles, Arrieref e Damon.

Angus limpava seus óculos com o tecido de sua blusa, ele rapidamente passou uma vista nos que apareceram. Sem perder muito tempo ele começou:

- Muito bem, vejo que terei que perder meu tempo com muita gente por mais um ano, - começa a rir e balançar a cabeça. - Vejamos, gostaria de dar meus parabéns aos que compareceram, muito embora ninguém veio me consultar ontem. Um, dois, três, cinco, sete. Bem é um bom número.

- Nove, Sr. Angus. - Corrigiu Damon.

- Bem, não exatamente, Sr. Damon. Estou dispensando dois recrutas. - Gerando surpresa imediata vindo do grupo dos jovens. - Sr. Ruffalo, você está dispensado por ser muito jovem. Não quero um moleque feito você em trabalho de campo. É agitado dêmias, pode comprometer todo o grupo. Quase reprovado nos exames físicos no ultimo mês... hhum... é isso.

O jovem imediatamente demonstrou uma expressão de raiva e desapontamento. Ele era muito enérgico, aplicado e esforçado, mas era muito novo no grupo, havia se unido a turma a apenas um ano, ao passo que os outros já estavam a pelo menos o dobro de tempo. Não era nenhum recruta genial para se destacar com sua idade e ele sabia disso.

- Sr. Angelo, você está dispensado por ser inexperiente, e de longe o menos condicionado fisicamente do grupo.

Embora o instrutor Angus fosse direto, ele falava a verdade, os dois possuíam esses defeitos, e não só era evidente para o instrutor, mas para todos os outros recrutas.

- Vamos, podem se retirar. Estão dispensados. Se insistirem, vou castigá-los. - falava enquanto acenava para irem embora.

Nenhum dos dois contestou verbalmente, Angelo parecia conformado. Ele era tímido demais para falar qualquer coisa. Muito diferente do Ruffalo, que parecia que ia sair esmurrando as árvores no caminho de volta. Arrieref falou com o canto da boca enquanto o jovem passava por ele:

-Melhor sorte ano que vem Pirralho.

Angus esperou até que os dois dispensados saíssem de sua vista, ele acenou para a turma entrar no estábulo, todos o acompanharam com ansiedade. Ele arrumou o óculos e começou:

- Bem, vamos ao assunto. Estão vendo essa carroça? - A grande carroça coberta que ele trouxe de viagem estava lá, sem nenhum cavalo. Ele puxa a coberta de couro revelando a enorme forma retangular que estava oculta, uma estrutura metálica que na verdade era uma enorme jaula, com barras de metal negro muito grossas. Seu mecanismo de trava era altamente complexo, não tinha cadeado, apenas um grande buraco, onde entraria uma chave e uma barra com vários aros que possuíam correntes igualmente grossas, algo para abrir as duas portas da jaula. Alguém perguntou o óbvio:

- Uma jaula Senhor?

- Bem, como vocês já devem ter estudado, ou ouvido de alguém. Algumas coisas que não são daqui estão aparecendo. E com cada vez mais frequência. - Alguns se impressionaram pelo rabugento instrutor na ter respondido algo como: “Sim, para prender animais, pode entrar por favor...”

- Jotuns? - Damon respondeu sem pestanejar.

- Exato. - Confirmava Angus sem muita emoção. Seguido de uma grande comoção dos outros presentes.- Fui designado pelo Nacasiba para caçar um possível Jotun que relataram aparecer em um vilarejo a três dias de viajem.

- Então está explicado por que todo o segredo. Esperei muito tempo para ver um. - Comenta uma das moças para a sua amiga.

- Vocês vão me ajudar a montar a armadilha e transportá-lo de volta para cá... se é que realmente for verdade. Preciso também de mais gente para transportar suprimentos e equipamentos. Iremos usar uma rota pouco movimentada e por isso a viagem irá demorar mais um ou dois dias. Quero todos prontos aqui, prontos, ao escurecer. Partiremos as oito horas. Estão dispensados.

Os recrutas foram voltando para o complexo, alguns animados, outros assustados mas com certeza todos os sete estavam muito ansiosos.

Parte 3 -

Spoiler:
Rune Capitulo 1 - parte 3


Em seu quarto, o recruta Arrieref reúne coisas para a viagem. Uma bolsa com roupas e algumas quinquilharias que ele gostava de ter consigo nesse locais, como sua luneta. Tira do armário seus pertences: uma cota de malha , uma espada longa com cabo surrado, uma adaga, e um velho mosquete. Era o equipamento básico que os recrutas recebiam durante o treinamento.

Ele veste a cota por cima da camisa de manga longa cinzenta, por cima desta, ele veste a camiseta de lã branca. Procura no armário o cinto que possui duas bainhas, uma para a espada outra para a arma de fogo. O veste por cima do ombro direito e passando pelo abdome o prendendo firmemente. Encaixa as duas armas aos seus respectivos suportes e joga a alça da mochila sobre o ombro esquerdo.

Já faria o movimento para sair do comodo quando se lembrou de algo. Ele puxa as golas das vestimentas para tirar um colar que estava usando. Olha para ele alguns instantes, dá um beijo em seu pingente de fala para si mesmo: "Quando voltar as coisas estarão mudadas." E o guarda dentro do armário.

Já nas escadas do segundo para o primeiro andar, ele se encontra com o amigo que conversara no jantar do dia anterior. Este estava carregando uma pilha de maletas de madeira bem finas. Parecia muito distraído nos seus próprios pensamentos que quase trombou com o rapaz. 

- Ah! Dami... para onde vo... Ah sim, a viagem. - Logo abrindo um sorrido orgulhoso pelo camarada.
- Já está sabendo? Perai... Você já tá sabendo?
- Claro, o pessoal no laboratório estava muito animado hoje cedo. Eles provavelmente ficaram sabendo antes de vocês.
- Hu.... Certo... se incomoda de acompanhar até os estábulos?
- Eh... Elas não são tão pesadas assim. - O amigável rapaz olhou para as maletas, e de volta para o Arrieref. 
- Bom... então, subindo. - Gesticula para a o resto do lance de escadas.
- Claro.
- Então... o pessoal do laboratório... quer dizer que o Jotun é para lá.
- Provavelmente. Não que eu me envolva diretamente com o setor deles, mas parece que o que havia lá morreu a alguns meses. 
- Espera um momento. Havia uma dessas coisas lá em baixo? - Fala com a voz mais baixa.
- Eu não cheguei a ver, mas podia escutar alguns sons estranhos nas noites mais silenciosas. 
- P*** m****...

A noite estava agradável, a lua cheia brilhava com intensidade no céu. E o caminho até o estábulo era bem iluminado com postes com tochas. Mesmo a noite muita gente ainda transportava mercadorias de lá para cá arrumando as coisas para o final do expediente, o "Armazém" fechava as oito. Os viajantes estavam quase todos lá, ainda faltava um tempo para a hora combinada, e lá estava Angus, pontual como sempre, escorado no mesmo local, agora fumando um cigarro enquanto observava o movimento, seus óculos refletiam as luzes amareladas, o deixando com um ar mais canastra do que já era o normal. 
As carruagens e carroças estavam sendo preparadas para partir. Os cavalos sendo posicionados e algumas pessoas colocando os suprimentos e bagagens dentro dos veículos. Seriam três no total. A carroça que transportava a enorme jaula, uma outra com uma caixa de madeira igualmente grande e alguns sacos e mochilas e uma carruagem que transportaria a maioria dos envolvidos. 
Quase todos os recrutas tinham as mesmas vestimentas, salve aqueles que tinham uma maior condição e podia bancar seus próprios equipamentos e roupas. Esse era o caso de Damon, ele vestia uma elegante armadura leve feita de placas de aço prateado e couro azulado. Seu mosquete e espada tiham detalhes prateados nos cabos e guarda. Ele estava sozinho sentado em uma caixa lendo algum livro. Não parecia muito empolgado com a viagem. Quando Arrierref e seu amigo chegaram lá, a maioria já estava toda reunida. Angus falava algumas coisas sobre o que os recrutas teriam de fazer durante a viagem, como não o perturar e coisas do tipo. 

- Pff... idiota... – Arrieref observava o descurso do instrutor ao longe se juntando a mais três recrutas. Voltando a atenção a estes – Então senhores, prontos? 
- Claro que sim – Respondeu o veterano do grupo. – Eu já estou farto de tentar sair dessa condição de recruta, mas todo ano faço...
- Ei, vai viajar mais gente? – Perguntou um outro que estava lá.
- Não sei, quem é? – Fala Arrierf girando a cabeça para ver.

Era um grupo de quatro pessoas que estavam vindo em direção a eles, três com mochilas nas costas e algumas maletas nas mãos. Uma era uma senhora, devia ter quarenta anos de idade. Ela era uma das enfermeiras do complexo, junto havia um guerreiro barbudo que poucos conheciam, ele vivia fora, viajando em outras tarefas. E por fim um casal, um rapaz alto e muito forte, com roupas casuais e uma moça bem mais baixa que ele que vinha segurando a sua mão.

- Ah, vejamos – Falou o veterano. - Enfermeira Aline, o cara que só aparece para desaparecer novamente, Gregório e...
- Enfermeira Rachel – Corta Arrieref.
- Faz sentido levar gente que entende de medicina caso auguem se machuque, principalmente, se tratando de recrutas. – Brinca o amigo do Arrieref.

Eles se dirigem para a carroça e colocam os pertences dentro dela. A senhora e o homem se dirigem para falar com Angus, a moça e o rapaz trocam um rápido beijo e ficam lá escorados na carroça conversando e esperando pela hora da partida. 

- Ah, por um segundo, pensava que Gregório iria também. 
- Não teria graça nenhuma a viagem com um animal feito ele ajudando, só iriamos ver ele e o Cicatriz caçando o Jotun... ele só... veio deixar as coisas da enfermeira Rachel.
- Engraçado, ver como um cara feito ele consegue pegar uma moça como a enfermeira. Eles estão juntos a quan...
- Quatro messes, três semanas e cinco dias. - Suspira profundamente Arrieref.

Os dois saem de perto dos outros, Láu queria falar alguma coisa para o amigo.

- Ah, olha. Dami, já que eu estou com essas maletas aqui, já ia esquecendo.
- O que?
- Espera um segundo. - O rapaz abre uma das maletas e tira um pequeno frasco com um liquido amarelado de dentro.
- Ah... a não. Láu, não...
- Vamos, é um presente de boa sorte. -Sorri gentilmente o rapaz.
- Você se lembra o que aconteceu quando eu fui cobaia dessas suas malditas formulas malucas?
- Dessa vez vai ser diferente! Eu prometo. Já testei em mim.
- E você ficou de cama por três semanas?
- Não, funcionou! Mas a metade da eficiência planejada. E você se recuperou rapidamente da ultima vez.
- Três semanas. - Fala Arrieref pegando o pequeno frasco com raiva.

Alguns minutos se passam até que todos estejam prontos. Vendo isso, Angus começa a falar:

- Bem, todos aqui. Como podem ver, teremos companheiros de viagem. Provavelmente todos conhecem a Srª. Aline, a Srtª. Yara. – Apontando para elas a media que citava seus nomes. A ultima era a enfermeira Rachel, Angus só chamava as outras pessoas pelos seus sobrenomes. – O Sr. Gonzalo também nos ajudará. Espero que todos estejam com tudo que precisam na mochila. Não vou esperar mais ninguém, partiremos imediatamente, como disse, oito horas. Se alguém tiver de voltar para pegar algo, fará mais um ano de treinamento. – Dá uma pausa para jogar a bituca de cigarro longe. - Se acomodem na carruagem, ou na carroça. Vou precisar de mais alguns cavalos adicionais então quem quiser pode escolher um daqueles- Ele aponta par alguns animais amarrados em uma viga. - Não mais que quatro. Estamos entendidos?

Sem muita cerimônia, depois de uma breve despedida, todos se acomodaram e os transportes começaram a rumar noite a fora, saindo dos muros do complexo. 

Capítulo 1 – Fim.

Opiniões são muito bem bindas.


Última edição por JP Vilela em Seg Mar 11 2013, 21:05, editado 4 vez(es)
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Re: Rune - Capítulos em "Beta" & Discussões sobre a história.

Mensagem por Midori em Seg Maio 21 2012, 09:47

Hum... Acho que vou começar a ler tudo o que eu prometi ler hoje XDDD...
Se der tempo hoje comento *-*!

------------------------

EDIT:

Lida!

Vi alguns poucos erros de português, alguns de distração, outros, de concordância. Mas foram bem poucos ^^.

Gostei da história ^^! É bem rica de detalhes (assim como os da Shuu), mas se eu não estiver prestando muita atenção na leitura é fácil de me perder xD. O que não significa que seja algo ruim XD. Também me perdi um pouco com os personagens no começo, mas isso é natural em qualquer texto xD. Mas é bem interessante a forma que você conduz a história ^^! Eu consigo imaginar a cidade com a torre e todo percurso feito pelo protagonista ^^.

E que venha o próximo ^^!

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Re: Rune - Capítulos em "Beta" & Discussões sobre a história.

Mensagem por JP Vilela em Ter Maio 22 2012, 08:58

Midori escreveu:Hum... Acho que vou começar a ler tudo o que eu prometi ler hoje XDDD...
Se der tempo hoje comento *-*!

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EDIT:

Lida!

Vi alguns poucos erros de português, alguns de distração, outros, de concordância. Mas foram bem poucos ^^.

Gostei da história ^^! É bem rica de detalhes (assim como os da Shuu), mas se eu não estiver prestando muita atenção na leitura é fácil de me perder xD. O que não significa que seja algo ruim XD. Também me perdi um pouco com os personagens no começo, mas isso é natural em qualquer texto xD. Mas é bem interessante a forma que você conduz a história ^^! Eu consigo imaginar a cidade com a torre e todo percurso feito pelo protagonista ^^.

E que venha o próximo ^^!

É fogo por que eu não queria apresentar logo de cara o nome dos personagens, isso realmente deve ter ficado confuso usando apenas "o rapaz" ou "o homem" e por ai vai.

Que bom que consegui transmitir um pouco da ambientação da história. xD

Para as próximas postagens vou tentar ficar mais atento ao português. Valeu Mi.

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Edit.


Projeto Rune - Capitulo 1 - parte 3


Em seu quarto, Arrieref reúne coisas para a viagem. Uma bolsa com roupas e algumas quinquilharias que ele gostava de ter consigo nesse locais, como sua luneta. Tira do armário seus pertences: uma cota de malha , uma espada longa com cabo surrado, uma adaga, e um velho mosquete. Era o equipamento básico que os recrutas recebiam durante o treinamento. Ele veste a cota por cima da camisa de manga longa cinzenta, por cima desta, ele veste a camiseta de lã branca. Procura no armário o cinto que possui duas bainhas, uma para a espada outra para a arma de fogo. O veste por cima do ombro direito e passando pelo abdomem o prendendo firmemente. Encaixa as duas armas aos seus respectivos suportes e joga a alça da mochila sobre o ombro esquerdo. Já faria o movimento para sair do comodo quando se lembrou de algo. Ele puxa as golas das vestimentas para tirar um colar que estava usando. Olha para ele alguns instantes, dá um beijo em seu pingente de fala para si mesmo: "Quando voltar as coisas estarão mudadas." E o guarda dentro do armário.

Já nas escadas do segundo para o primeiro andar, ele se encontra com o amigo que conversara no jantar do dia anterior. Este estava carregando uma pilha de maletas de madeira bem finas. Parecia muito distraído nos seus próprios pensamentos que quase trombou com o rapaz.

- Ah! Dami... para onde vo... Ah sim, a viagem. - Logo abrindo um sorrido orgulhoso pelo camarada.
- Já está sabendo? Perai? Já está sabendo?
- Claro, o pessoal no laboratório estava muito animado hoje cedo. Eles provavelmente ficaram sabendo antes de vocês.
- Hu.... Certo... se incomoda de acompanhar até os estábulos?
- Eh... Elas não são tão pesadas assim. - O amigável rapaz olhou para as maletas, e devolta para o Arrieref.
- Bom... então, subindo. - Gesticula para a o resto do lance de escadas.
- Claro.
- Então... o pessoal do laboratório, quer dizer que o Jotun é para lá.
- Provavelmente. Não que eu me envolva diretamente com o setor deles, mas parece que o que havia lá morreu a alguns meses.
- Espera um momento. Havia uma dessas coisas lá em baixo? - Fala com a voz mais baixa.
- Eu não cheguei a ver, mas podia escutar alguns sons estranhos nas noites mais silenciosas.
- P*** m****...

A noite estava agradável, a lua cheia brilhava com intensidade no céu. E o caminho até o estábulo era bem iluminado com postes com tochas. Mesmo a noite muita gente ainda transportava mercadorias de lá para cá arrumando as coisas para o final do expediente, o "Armazém" fechava as oito. Os viajantes estavam quase todos lá, ainda faltava um tempo para a hora combinada, e lá estava Angus, pontual como sempre, escorado no mesmo local, agora fumando um cigarro enquanto observava o movimento, seus óculos refletiam as luzes amareladas, o deixando com um ar mais canastra do que já era o normal.
As carruagens e carroças estavam sendo preparadas para partir. Os cavalos sendo posicionados e algumas pessoas colocando os suprimentos e bagagens dentro dos veículos. Seriam três no total. A carroça que transportava a enorme jaula, uma outra com uma caixa de madeira igualmente grande e alguns sacos e mochilas e uma carruagem que transportaria a maioria dos envolvidos.
Quase todos os recrutas tinham as mesmas vestimentas, salve aqueles que tinham uma maior condição e podia bancar seus próprios equipamentos e roupas. Esse era o caso de Damon, ele vestia uma elegante armadura leve feita de placas de aço prateado e couro azulado. Seu mosquete e espada tiham detalhes prateados nos cabos e guarda. Ele estava sozinho sentado em uma caixa lendo algum livro. Não parecia muito empolgado com a viagem. Quando Arrierref e seu amigo chegaram lá, a maioria já estava toda reunida. Angus falava algumas coisas sobre o que os recrutas teriam de fazer durante a viagem, como não o perturar e coisas do tipo.

- Pff... idiota... – Arrieref observava o descurso do instrutor ao longe se juntando a mais três recrutas. Voltando a atenção a estes – Então senhores, prontos?
- Claro que sim – Respondeu o veterano do grupo. – Eu já estou farto de tentar sair dessa condição de recruta, mas todo ano faço...
- Ei, vai viajar mais gente? – Perguntou um outro que estava lá.
- Não sei, quem é? – Fala Arrierf girando a cabeça para ver.

Era um grupo de quatro pessoas que estavam vindo em direção a eles, três com mochilas nas costas e algumas maletas nas mãos. Uma era uma senhora, devia ter quarenta anos de idade. Ela era uma das enfermeiras do complexo, junto havia um guerreiro barbudo que poucos conheciam, ele vivia fora, viajando em outras tarefas. E por fim um casal, um rapaz alto e muito forte, com roupas casuais e uma moça bem mais baixa que ele que vinha segurando a sua mão.

- Ah, vejamos – Falou o veterano. - Enfermeira Aline, o cara que só aparece para desaparecer novamente, Gregório e...
- Enfermeira Rachel – Corta Arrieref.
- Faz sentido levar gente que entende de medicina caso alguem se machuque, principalmente, se tratando de recrutas. – Brinca o amigo do Arrieref.

Eles se dirigem para a carroça e colocam os pertences dentro dela. A senhora e o homem se dirigem para falar com Angus, a moça e o rapaz trocam um rápido beijo e ficam lá escorados na carroça conversando e esperando pela hora da partida.

- Ah, por um segundo, pensava que Gregório iria também.
- Não teria graça nenhuma a viagem com um animal feito ele ajudando, só iriamos ver ele e o Cicatriz caçando o Jotun... ele só... veio deixar as coisas da enfermeira Rachel.
- Engraçado, ver como um cara feito ele consegue pegar uma moça como a enfermeira. Eles estão juntos a quan...
- Quatro messes, três semanas e cinco dias. - Suspira profundamente Arrieref
- Ah, olha. Dami, já que eu estou com essas maletas aqui, já ia esquecendo.
- O que?
- Espera um segundo. - O rapaz abre uma das maletas e tira um pequeno frasco com um liquido amarelado de dentro.
- Ah... a não. Láu, não...
- Vamos, é um presente de boa sorte. -Sorri gentilmente o rapaz.
- Você se lembra o que aconteceu quando eu fui cobaia dessas suas malditas formulas malucas?
- Dessa vez vai ser diferente! Eu prometo. Já testei em mim.
- E você ficou de cama por três semanas?
- Não, funcionou! Mas a metade da eficiência planejada. E você se recuperou rapidamente da ultima vez.
- Três semanas. - Fala Arrieref pegando o pequeno frasco com raiva.

Alguns minutos se passam até que todos estejam prontos. Vendo isso, Angus começa a falar:

- Bem, todos aqui. Como podem ver, teremos companheiros de viagem. Provavelmente todos conhecem a Srª. Aline, a Srtª. Yara. – Apontando para elas a media que citava seus nomes. – O Sr. Gonzalo também nos ajudará. Espero que todos estejam com tudo que precisam na mochila. Não vou esperar mais ningem, partiremos imediatamente, como disse, oito horas. Se alguem tiver de voltar para pegar algo, fará mais um ano de treinamento. – Dá uma pausa para jogar a bituca de cigarro longe. - Se acomodem na carruagem, ou na carroça. Vou precisar de mais alguns cavalos adicionais então quem quiser pode escolher um daqueles- Ele aponta par alguns animais amarrados em uma viga. - Não mais que quatro. Estamos entendidos?

Sem muita cerimônia, depois de uma breve despedida, todos se acomodaram e os transportes começaram a rumar noite a fora, saindo dos muros do complexo.

Capítulo 1 – Fim.


Última edição por Midori em Qua Maio 23 2012, 09:43, editado 1 vez(es) (Razão : Editando o palavrão! Não pode! XDDDDDDDD)
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Re: Rune - Capítulos em "Beta" & Discussões sobre a história.

Mensagem por Nat-Bear em Qua Maio 23 2012, 08:57

Omg, me perdi em algumas das conversas @_@. (não sabia quem estava falando o q XD). Mas tudo bem... Só que ainda vi umas discordancias de tempo na escrita.

Que cara stalker........

Viajar a noite, que corajosos XD. Normalmente se tenta evitar viajar de noite quando se está utilizando carroças como transporte..... Pouca visibilidade...ladrões.... animais selvagens.... buraco na estrada... etc.

Eu fiquei confusa, quantas enfermeiras são??? Tem 3 nomes @_@. (ou a mais jovem tem 2 nomes??).

Está legal \o/ finalmente começando a história de verdade \o\!
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Re: Rune - Capítulos em "Beta" & Discussões sobre a história.

Mensagem por JP Vilela em Qua Maio 23 2012, 09:30

Nat-Bear escreveu:Omg, me perdi em algumas das conversas @_@. (não sabia quem estava falando o q XD). Mas tudo bem... Só que ainda vi umas discordancias de tempo na escrita.

Que cara stalker........

Viajar a noite, que corajosos XD. Normalmente se tenta evitar viajar de noite quando se está utilizando carroças como transporte..... Pouca visibilidade...ladrões.... animais selvagens.... buraco na estrada... etc.

Eu fiquei confusa, quantas enfermeiras são??? Tem 3 nomes @_@. (ou a mais jovem tem 2 nomes??).

Está legal \o/ finalmente começando a história de verdade \o\!

Tem duas : Srta. Rachel Yara é uma e a Sra. Aline xD

Coitado dos ladrões, dos animais selvagens... e dos buracos de estrada que se encontrarem com essa caravana. xD
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Re: Rune - Capítulos em "Beta" & Discussões sobre a história.

Mensagem por Midori em Qua Maio 23 2012, 10:43

Aeeeeee legal ^^!

E minha dúvida foi sanada juntamente a resposta dada à Shuu XD...

Bacana JP! *-*

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Re: Rune - Capítulos em "Beta" & Discussões sobre a história.

Mensagem por JP Vilela em Qui Maio 24 2012, 21:35

Midori escreveu:Aeeeeee legal ^^!

E minha dúvida foi sanada juntamente a resposta dada à Shuu XD...

Bacana JP! *-*

É que eu tô usando um conceito meio tosco, o narrador só fala os nomes das pessoas quando estes são citados pelos personagens. Não sei se isso tá sendo legal ou não. xDDD

Capítulo 2 - Parte 1

A estrada ao sul mostrava uma geografia ondulada de morros e vales, seria por lá que a caravana iria. O destino era um povoado mais afastado da rota de comercio da região. Esta rota cruzava Setecolinas, a cidade de onde partiram, e se estendia por todo o país e alem, era uma estrada de terra mais larga que as comuns, e sempre era sinalizada com pequenos obeliscos vermelhos a cada quinhentos metros. O trajeto foi muito tranquilo, avançavam até um local apropriado onde paravam comiam, descansavam um pouco e voltavam para a estra. A vegetação e a paisagem mostravam a transição de altitude. Gradativamente o ambiente ficando mais árido, com plantas cheias de espinhos e onde o marrom claro e o laranja eram as cores predominantes. 

Durante a jornada, Angus se manteve revesando a condução da grande carroça com o barbudo Gonzalo. As outras carroças eram guiadas pelos recrutas, que só faziam o acompanhar. Estes também andavam de cavalo revezando de parada em parada. As Enfermeiras estavam na carruagem com o resto. Damon estava entre os que quase não optavam por conduzir os transportes, ele estava sempre a ler livros. Arrieref não se dava bem com os animais, sabia cavalgar bem, mas preferia ir a pé para os lugares se necessário. 

- Vejamos, conheço quase todos aqui. - Falava a enfermeira Rachel. - Parece que quase todos são descuidados ao máximo, vivem na enfermaria. - Comentava enquanto sorria. - Menos o Sr. Damon, não tive que costurar ele uma vez se quer. - Comenta com gentileza.
- Ah, por favor, ele é uma pessoa que não gosta de assumir riscos, senhorita enfermeira, de nenhuma natureza aparentemente. - Debocha o veterano dos recrutas. Damon apenas responde com um olhar sério, e rapidamente volta a sua leitura. - Vai ver que todos gostam de se machucar de propósito só para ver as enfermeiras... - Brinca o veterano, cutucando Arrieref com o cotovelo. 
- Então é isso que você pensa? De todos nós? Se eu fosse você ficaria preocupada com isso Rachel - Fala Arrieref. -A enfermeira retribui com um sorriso envergonhado.
- Se é que vamos encontrar com um Jotun, eu quero ver quem vai se arriscar apenas para ganhar um beijinho nas feridas. Vão acabar em pedaços. Nesse ponto, eu não tomaria riscos também. Brinca um terceiro.
- Humm, um Jotun... - Fala Arrieref enquanto se arruma para cochilar. 

Dois dias se passam, e no final da tarde do ultimo, o vilarejo podia ser visto a distância, a viagem tinha se desenrolado muito bem. Era um local extremamente simples. Pouquíssimas casas eram feitas com pedra. A penas as mais afastadas, provavelmente dos donos das fazendas. Uma mata mais alta circundava o local. Mas nada muito grande. A agricultura do local deixou apenas um pouco do que era uma parte da floresta tropical que se estendia mais ao longe. A caravana foi se aproximando lentamente, e chamando a atenção de qualquer um dos moradores locais. Chegando ao centro da cidade, eles estacionaram os transportes em frente a uma estalagem. Todos desceram alguns se alongavam, se espreguiçando. Angus jogou fora a bituca de cigarro enquanto entrava na estalagem com Gonzalo o acompanhando. O local era simples ao máximo. Algumas mesas e cadeiras. Um balcão com algumas coisas para vender, que levava para uma cozinha ao fundo. Eles entram procurando por alguém.

- Então, estou procurando pelo dono... ah digo, líder do vilarejo. - Se dirigindo para uma das atendentes do lugar. Ela o aponta para uma das grandes casas perto das fazendas. Angus agradece com pressa e se dirige ao local. 

Pessoas vindas do nada começavam a fazer perguntas aos recrutas. Eles provavelmente já estavam esperando por ajuda, pareciam desesperados. Perguntavam de onde ele vinham. Perguntavam o que estava acontecendo. O que estava causando as coisas que vinham vivenciando. Vendo toda a comoção, o instrutor com pressa se dirige a concentração de pessoas e começa a falar em alto e bom som:

- Bem, peço para se acalmarem. - Enquanto sobe em uma roda da carruagem para ficar mais alto. - Somos, prestadores de serviço. Estamos aqui para tentar resolver a situação o quanto antes. Sinto não poder falar muito mais que isso no momento. Preciso falar com o representante de vocês antes de tomar qualquer ação. Então com isso, vou me dirigir a casa desse. - Fala saltando de onde está. As pessoas não se contentavam e insistiam nas perguntas. - Eu quero que vocês fiquem aqui tomando conta das carroças! - Falou ele para os recrutas. - Sr. Gonzalo, por favor. - Gesticula para que esse o acompanhe. 

Os dois se dirigem a grande propriedade. Possuía uma entrada bonita, com muitas flores e arbustos ornamentais. Sem nenhuma delicadeza, o instrutor bate forte na porta. Não demora muito para uma serviçal os atender.

- Pois não Senhores? - Ela parece meio assustada com a agitação. 
- Estamos aqui para ver seu patrão Srtª. é um assunto urgente. - Fala Angus entrando na casa adentro para surpresa da mulher. 
- Ah... senhor, por favor... o..
- É um assunto urgente. - Repete Angus com um tom autoritário.
- Um... hum... um momento. 

A mulher se vira e sai chamando o seu patrão. Ela provavelmente deveria estar no minimo apreensiva com a invasão desses estranhos. Não demora muito e desce das escadas um homem de meia idade, barrigudo, levemente grisalho e com uma barba bem feita. Ele vem reclamando com a mulher até dar de cara com os dois sujeitos próximos a porta da sua casa. 

- Mas o que diab... ah, Sr. Gonzalo. Que bom que está de volta... Por que demorou? - Pergunta com um pouco de aflição na voz.
- Tive de enfrentar uma certa burocracia, principalmente para conseguir o material. - A voz do homem barbudo era grossa, muito grossa, e um tanto rouca. 
- Burocracia para arrumar um bando de jagunços para caçar uma droga de um animal? - Falava ele brincando. 
- Eles são muito mais do que isso. Tenha respeito com o que fala. 
- Bem, estamos aqui para falar algumas coisas com o senhor. - Interrompe Angus, puxando uma folha de papel e começando a preparar um cigarro. - Para trabalharmos, quero primeiro a colaboração do senhor, da população, dos seus guardas. Ah, e por favor, peça para eles pararem de apontar essas armas para nós. - Do lado de fora havia quatro homens armados com espingardas. 
- Está tudo bem. - Fala o líder, depois de uma breve pausa. O homem gesticula para os empregados baixarem as armas de fogo. - O que precisam?
- Do que eu já disse, que você, a população, e seus empregados colaborarem. Quero um tempo para nos prepararmos... e quero também discutir o pagamento.
- Ah, mas que diabos! Pagamento?! Gonzalo você disse qu..
- Meu homens vão comer e dormir bem hoje depois que o trabalho tenha sido feito. Quero todas as despesas deles pagas. Isso é um começo...
- Vocês não vão começar a trabalhar agora? - Já estava começando a ficar vermelho. 
- Talvez... - responde com indiferença.
- Gonzalo, quando eu te chamei, não queria um negro me dizendo o que fazer. - Sr. Gonzalo se mantinha sério mas silencioso.
- Sr. Gonzalo é nosso assistente. O negro aqui e sua equipe são quem vão dar fim aos problemas que sua barriga e seus funcionários despreparados não conseguem... - Riscando um fósforo e acendendo o recém feito cigarro. 
- Que seja. - Trancando os dentes. Parecia profundamente ofendido. - O que quer que eu fale para as pessoas?
- Bem, quero que todos fiquem dentro de suas residências. O tempo inteiro. Não quero uma viva alma andando pelas ruas. Quero que o senhor se tranque aqui. Nós faremos o nosso trabalho. Mas antes, quero um guia, alguém que sabe das coisas por aqui.
- Certo. - Ele aponta para um dos rapazes que estavam do lado de fora. - Quero meus problemas resolvidos.
- Temos um acordo Sr.... Lider. - Fala Angus saindo subitamente da residência. – Você, venha comigo. – se dirigindo ao empregado indicado. Os três vão saindo da grande propriedade e voltando para a caravana. – Então, como estão as coisas por aqui.

- Ah... muito mal, isso nunca aconteceu antes. – Fala o rapaz simples. – Digo, já tivemos ataque s da animais selvagens, mas isso está completamente errado. 
- Sei como é. Sr. Gonzalo já esteve por aqui a alguns dias. Para analizar as evidências do que estamos para caçar aqui. Dês da ultima visita dele até agora aconteceu mais alguma coisa?
- Na.. quer dizer, agora não temos metade dos nossos cavalos, as vacas todas morreram. Parece que a que sobre viveu a um ataque passou alguma doença para as outr..
- Onde estão esses cadáveres? 
- No curral, não tivemos o que fazer, e ninguém quer chegar perto. – Fala o rapaz mais desconfortável do que antes. – Isso é uma maldição!
- Certo... Gonzalo, quero que você queime esse curral, e você, vá ajudar ele a por fogo no lugar.
- Mas... 
- Alguma pessoa ficou doente? - pergunta Angus chegando na caravana. 
- Não senhor, só temos desaparecidos até o momento. 
- Isso é bom, mas não podemos nos arriscar. Srª. Aline... - Procura pela enfermeira. - Srª Aline?
- O que foi Sr. Angus? - A enfermeira sai da carruagem com as malas nas mãos. 
- Quero que você e a Srtª Yara procurem se ha infectados por aqui. Mande todos tomarem os remédios... se nós tivermos o bastante para dividir com eles.
- Ah, entendo. Rachel! Vamos menina! – Fala ela para a enfermeira mais jovem que estava a conversar com as outras moças do grupo. 
- Você disse que uma vaca sobreviveu. Alguém viu o ataque? 
- Si... Sim, se me acompanhar posso mostrar quem é.
- Muito bem. – Fala Angus arrumando seus óculos – Sr. Gonzalo, comece os preparativos, use quantos recrutas quiser para o ajudar.

Gonzalo acena com a cabeça e começa a chamar os recrutas mais fortes para a tarefa. Enquanto isso Angus ruma com o empregado até a casa da suposta testemunha. Eles chegam lá, e sem nenhuma delicadeza, o instrutor bate com violência na porta.

- Mas que porcari... – Abre após alguns segundos um homem calvo. 
- Sr. Esse homem está aqui para falar com o senhor sobre a besta que o você viu atacar a vaca. – Fala com um tom mais gentil o empregado.
- Ah, sim, então ele é um dos homens que o Sr. Vilas falou que viriam. Entre.

Enquanto isso, Arrieref e o veterano estavam acompanhando tudo a distância. Eles vinham devagar.

- DeValence, você sabe que...
- Shhhh.. o Cicatriz tem bons ouvidos, quero saber o que está acontecendo – Fala o rapaz se encostando na parede embaixo de uma janela da casa simples na qual os outros dois acabaram de entrar. Ele põe a cabeça para cima, e vê o homem calvo se sentando em uma cadeira de balanço enquanto respondia as perguntas de Angus:

- ...coisa grande. Se mexia no escuro, mas dava para ver alguns detalhes. Era muito estranho, era como se tivesse uma luz fraca em alguns pontos. Pernas enormes, e fazia um som assustador. Eu nun...
- Nunca viu uma coisa assim antes. Sei como é. Bem, quero saber qual era o tamanho. Deu para se ter uma ideia? 
- Ahh... era maior que um cavalo, mas passaria disso... não.. não sei bem meu filho, aconteceu tudo muito rápido.
- Humm, com que frequência os ataques ocorreram? 

O dono da casa e o empregado se olharam com, hesitação o ultimo respondeu:

- Quase toda semana. Mas todos que entram nas matas acabam não voltando.
- Huhum, e essa semana, já aconteceu algum?
- Não. 
- Isso é perfeito. – Sorri Angus. 

Parecendo que a conversa estava acabando, Arrieref e o colega vão discretamente se afastando da casa. Não vão muito longe até darem de cara com Damon. 

- Muito bem. Temos um Jotun maior que um cavalo. - Fala o veterano.
- Isso não é nenhuma novidade para mim, estava estudando, e nenhum menor que isso foi documentado. – Responde com um tom seco na voz. – Em vez de vocês dois fazerem algo útil, ficam fuçando por ai. 
- Fuçando por ai... Bem, isso não é nenhuma novidade vinda do senhor, Sr. Arrierf. Recrutas. Quero vocês seguindo as ordens do Sr. Damon. – Enquanto Angus falava, o veterano olhava para Arrieref com implicância em sua expressão, esse olhava para Damon com repúdio em sua expressão.
- Sr. Damon, quero que reúna os cavalos restantes da cidade próximos aonde o Sr. Gonzalo está trabalhando.
- Vocês ouviram o instrutor. Me sigam. – Mantendo o tom seco com os companheiros enquanto parte imediatamente para o animal primeiro animal que via.
- Eu mereço. – Fala Arrieref consigo mesmo.

Todos se preparavam, seguindo as ordens de Angus e do Sr. Gonzalo. As enfermeiras voltaram depois de três horas para a caravana. Aparentemente ninguem apresentava os sintomas que estavam procurando. Já estava escuro e o céu estava encoberto por nuvens de chuva. A enorme jaula ficou sobre a base da carroça, suas rodas foram retiradas suas duas grandes portas estavam abertas. Algumas grossas estacas de madeira foram presas a suportes em suas laterais e ao chão. Ela estava apontando para a entrada da cidade. Sr. Gonzalo preparava o que estava até agora encoberto pela segunda grande caixa, na carroça que transportava os demais matérias. Uma balista de metal. Com o que parecia um Arpão de pesca metálico do tamanho de um homem. Seus mecanismos eram refinados, e possivelmente baseados na tecnologia a vapor. O barbudo de voz grossa se revelava um habil engenheiro, montava a máquina com uma velocidade e precisão impressionantes. Todas a peças e pistões encaixados com perfeição. E uma pequena fornalha na sua base já estava sendo acesa. Tudo isso em questão de minutos, a imponente arma estava pronta e funcional. Todos da caravana se reuniram em frente a balista, Angus chamava a atenção do bando:


Última edição por JP Vilela em Sex Maio 25 2012, 15:22, editado 1 vez(es)
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Re: Rune - Capítulos em "Beta" & Discussões sobre a história.

Mensagem por Nat-Bear em Sex Maio 25 2012, 11:13

Ahn.. O que uma balista à vapor faz, exatamente XD ?

Não existe dês de, dês da... é desde e desde a...

Depois eu falo mais kkkk. (já li sim).
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Re: Rune - Capítulos em "Beta" & Discussões sobre a história.

Mensagem por Midori em Sex Maio 25 2012, 11:35

Uia legal ^^!

Queremos mais ação LOL...
Não tem como fazer uma fichinha de personagens só pra eu não me perder tanto xD? (É que ainda não assimilei todos os personagens e suas respectivas profissões/níveis/hierarquia etc xD)

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Re: Rune - Capítulos em "Beta" & Discussões sobre a história.

Mensagem por Creat n13 em Sex Maio 25 2012, 12:15

Por enquanto eu li só a sua primeira postagem, que se eu não me engano tem um capitulo com duas partes. Não consigo visualizar essas coisas sem que venha a cabeça as ruas e pessoas de Assassin's Creed em mente, ainda mais tendo um no seu nick ^^ Eu achei que em algumas partes ficou cansativo e tem bastante erros de português ate engraçados de ler kk Teve parte que eu não sabia quem tava falando e isso complicou um pouco. Mas eu vou ler os outros sim. Tente arrumar essas coisas no que ja ta feito e coloque em pratica nos outros que virão. Depois leio o restante.
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Re: Rune - Capítulos em "Beta" & Discussões sobre a história.

Mensagem por Nat-Bear em Sex Maio 25 2012, 12:29

Midori escreveu:Uia legal ^^!

Queremos mais ação LOL...
Não tem como fazer uma fichinha de personagens só pra eu não me perder tanto xD? (É que ainda não assimilei todos os personagens e suas respectivas profissões/níveis/hierarquia etc xD)

Eu já comecei a lembrar dos nomes e respectivos personagens... Ainda acho que o veterano tinha q ter nome (se tinha eu não lembro XD). Eu lembro de pelo menos uns 7 XD. (sei lá se tem mais tb no que já foi feito até agora).

Finalmente está começando a acontecer algo lol.
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Re: Rune - Capítulos em "Beta" & Discussões sobre a história.

Mensagem por JP Vilela em Sex Maio 25 2012, 12:58

Nat-Bear escreveu:Ahn.. O que uma balista à vapor faz, exatamente XD ?

Não existe dês de, dês da... é desde e desde a...

Depois eu falo mais kkkk. (já li sim).

Dispara como qualquer balista comum, o diferencial é no mecanismo de recolher o projétil. Malditos equipamentos steampunk malucos... xD

Midori escreveu:Uia legal ^^!

Queremos mais ação LOL...
Não tem como fazer uma fichinha de personagens só pra eu não me perder tanto xD? (É que ainda não assimilei todos os personagens e suas respectivas profissões/níveis/hierarquia etc xD)

Vamos lá:
Angus (Cicatriz) - Instrutor com delírios de grandeza. Líder da viagem.
Gonzalo - Mestre engenheiro/ assistente do Angus na viagem.
Damon - Recruta certinho.
Dami D. Arrieref - Recruta revoltado/malandro.
Veterano - Recruta mais velho do grupo.
Rachel Yara - Enfermeira mais jovem.
Srª. Aline - Enfermeira mais velha.
Gregório - Namorado da enfermeira Rachel.
Alexis - Homem que acompanhou Angus na chegada a Setecolinas.
Laurence(Láu) - Amigo do Arrieref.
Ruffalo e Angelo - Recrutas dispensados.
Nacasiba - ???

Bem, acho que esses foram os citados até agora. xD

Creat n13 escreveu:Por enquanto eu li só a sua primeira postagem, que se eu não me engano tem um capitulo com duas partes. Não consigo visualizar essas coisas sem que venha a cabeça as ruas e pessoas de Assassin's Creed em mente, ainda mais tendo um no seu nick ^^ Eu achei que em algumas partes ficou cansativo e tem bastante erros de português ate engraçados de ler kk Teve parte que eu não sabia quem tava falando e isso complicou um pouco. Mas eu vou ler os outros sim. Tente arrumar essas coisas no que ja ta feito e coloque em pratica nos outros que virão. Depois leio o restante.

Os erros de português estão mais presentes nesse primeiro post por que eu realmente escrevi com pressa. Tento evita-los ao máximo. xD
Tô me esforçando para criar uma boa ambientação. Mas esta vai variar bastante.
Tô tentando deixar o ritmo lento. A ação vai começar a crescer depois de certo ponto, para depois ficar calmo e assim vai. xD


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Re: Rune - Capítulos em "Beta" & Discussões sobre a história.

Mensagem por JP Vilela em Seg Maio 28 2012, 00:34

D-D-Double Kill Post!

Capítulo 2 - Parte 2

- Estamos quase prontos senhores - Angus desenrolava de uma capa de couro surrada uma bela lança prateada maior que sua própria estatura, parecia uma Pique, só que um pouco menor e bem adornada. A apoiando em seu ombro direito, ele continuava - quero que cada um dos recrutas estejam posicionados nos telhados dessas casas aqui. - o instrutor aponta para o alto de moradias espalhadas ao redor da jaula. - O resto de vocês sabem o que fazer. Vou iniciar a distração, caso o alvo apareça. - E apagando uma bituca de cigarro com os próprios dedos, concluía - Bem, façam seu treinamento valer a pena!

As enfermeiras se dirigiram para dentro da estalagem que estava por detrás da balista. Os recrutas se posicionaram nos improvisados pontos de observação e Angus e o Sr. Gonzalo ficaram próximos do maquinário, no alto da estalagem. Não era a melhor ideia deixar alguém posicionado na balista a princípio, era uma posição muito chamativa.

Os cavalos que sobraram, meia dúzia, estavam amarrados a uma viga de madeira fincada durante a preparação do terreno. Nenhuma luz foi permitida pelo instrutor, eles ficariam espreitando atentos, qualquer sinal de suas presenças poderia estragar uma possível aparição do alvo.

Uma, duas três horas se passaram, e apenas os sons noturnos eram ouvidos. O zunido dos mosquitos, o cricrilar dos grilos, e o vento forte soprando contra as árvores. Os moradores foram colaborativos, se mantiveram trancados dentro de suas residências. Tudo estava calmo, alguns dos cavalos já começavam a dormir até certo ponto onde, por um momento, tudo se tornou estranhamente calmo demais, e os animais subitamente começaram a ficar inquietos.

Os viajantes se alertaram. Algo estava para acontecer quando, do meio de um bocado de árvores sai uma figura assustadora. Quem avistou primeiro foi uma das moças que estavam em um telhado a noroeste da estalagem. Ela quase pulou de susto, mas felizmente se controlou. Não demorou mais do que frações de segundos para todos presenciarem o ataque. Em um piscar de olhos um cavalo foi abatido por garras negras robustas e uma selvageria descomunal. O animal foi dilacerado com tamanha força, que uma de suas patas foi arremessada ao ar, caindo em um dos telhados após o golpe.

- Mas que... p**** é essa... - Falou baixo Arrieref consigo mesmo.

O Rapaz estava com o Veterano e outro recruta em um telhado lá no lado oposto da estrada. Ele nunca havia visto uma coisa assim, na verdade nenhum dos recrutas tinha e talvez até as enfermeiras. O rapaz sentia um calafrio na espinha e muito nevrosismo a ver a criatura ao longe. Retirou seu mosquete e fez por pouco tempo a mira, e depois o guardou vendo que era desperdício atirar com uma arma daquela contra um animal daquele tamanho, em seus estudos ele aprendeu que os Jotuns tinham pele muito resistente. Então enfiou os dedos em um dos bolsos da cinta que cruzava seu peito e retirou o pequeno frasco com liquido amarelo. Poderia precisar.

O predador devorava o equino que guinchava de desespero ainda vivo, enquanto os outros presos próximos se debatiam e relinchavam com o maior terror imaginável. O velho entrevistado pelo instrutor não estava errado, a criatura era de fato maior que um cavalo. Sem preder tempo, Angus faz a mira e arremessou sua lança contra a fera com uma força anormal. A arma pontuda vai zunindo cortando o ar e a acerta em cheio. Sua ponta o perfura bem no meio das costas, penetrando a carne até ficar fincada lá quase estática. A criatura solta um alto urro, assustador, como se fosse a combinação do barulho de várias criaturas diferentes, um eco horripilante retumbou pela vila . A besta gira com violência arremessando o cadáver do cavalo em uma das casas próximas, destruindo sua entrada e instantaneamente avança em direção a Angus.

A medida que esta se aproxima, torna-se mais fácil se notar seus bizarros detalhes: Era um grande ser cinzento, com uma cabeça que lembrava vagamente um ser humano com dentes protuberantes se lançando para fora das mandíbulas pintadas de sangue. Possuía braços e pernas musculosos, que usava para correr como um quadrupede. Tinha uma pele e cabelos ralos de mesma cor muito curtos. Mas uma das características mais peculiares era que seus olhos e alguns pontos na epiderme quase escamosa, brilhavam levemente em um tom azul muito fraco. Era maior que um cavalo apoiada sobre suas quatro patas, passaria dos três metros com facilidade se erguesse-se apenas nas traseiras.

Angus se joga para a direita com velocidade, arrancando a sua arma das costas do animal da criatura enquanto essa passava perigosamente perto dele. Enquanto isso, Gonzalo manuseava a balista, fazendo a mira na criatura. Os recrutas acendiam suas tochas, pobremente iluminando os telhados e o ambiente de uma maneira geral. A fera finca suas garras posteriores contra o chão girando o corpo a alavancando conta Angus, que usa sua lança como um apoio para saltar mais alto sobre o inimigo quando este se aproxima embalado. Em pleno ar, desfere uma estocada contra as costas expostas, perfurando perto da outra recém-feita ferida. Estava cada vez mais evidente em seu jeito de mover, que o homem também não era um mero mercenário, ou coisa do tipo. Seus movimentos eram ágeis de mias, sua força era estranha para sua constituição física atlética.

A ação não foi rápida o suficiente para evitar que a besta girasse com violência o fazendo perder o equilíbrio, caindo em um rolamento. Sua lança voou longe, e instantânea mente, a fera salta contra ele, passando suas mão grossas e garras rombudas a milímetros de sua testa. Ao aterrizar, a criatura gira com força focando agora mais uma investida contra o desarmado guerreiro. Ela levanta seus grossos braços para cima fechando os punhos, os fazendo parecer dois martelos feitos de garras e couro. Quando faria o movimento para descer os braços, um alto som corta seu rugido. O arpão da balista passa de raspão em seu braço esquerdo, arrancando um grande naco de carne cinzenta. Com um espasmo de dor, ela gira o membro direito acertando Angus em cheio, o fazendo voar por alguns poucos metros mole como um boneco de pano.

Ela instintivamente olha na direção da balista, e de seu atirador. Agora não com a velocidade assustadora de antes, mas ainda sim com um manquejar veloz, ela se dirige ao instrumento, o Sr. Gonzalo não perde tempo e saca da bolsa presa ao seu tronco algumas esferas metálicas, com pavios que são acesos com uma brasa da fornalha. Ele recua um pouco arremessando três bombas do tamanho de limões, que explodem no rosto da fera. Seu urro é estrondoso. E ela sai correndo da nuvem de fumaça sem direção e se choca contra uma das casas mais simples que estava por perto, abrindo um buraco em sua frágil parede. Sobre o telhado desta, se encontrava a dupla de recrutas Arrieref e o veterano. Ambos apavorados pela inexperiência.

A criatura abre os estranhos olhos brilhantes, vendo uma família horrorizada com sua presença. Ela se levanta com rapidez espirrando com a poeira que havia levantado e na hora em que iria usar suas garras para um ataque, mais uma explosão atropela o som de seu rugido, era um mosquete disparado a queima roupa contra as costas feridas do animal, com isso ela vira para ver Arrieref já usando sua espada na mão esquerda para desferir um corte contra seu nariz. Mais um rugido bizarro, o rapaz faz um desesperado rolamento para o lado, abandonando a arma de fogo para evitar um ataque da criatura, que varre o chão cheio de escombros com suas patas. Ao menos, agora tinha desviado a atenção da descontrolada besta para si.
O recruta com rapidez se levanta para ver que o monstro estava perseguindo com aqueles olhos maliciosos fixados nele e imediatamente começa uma corrida contra sua atual posição. O recruta se joga para o lado, fazendo com que a besta desse de frente com um outro muro de pedra, dessa vez mais resistente, a machucando por mais incrível que isso pareça. Os recrutas mais próximos abriam fogo contra esta com seus rilfes, as balas acertavam nos mais diversos pontos da besta, mas não chegavam a penetrar muito mais do que sua grossa pele. Estavam ajudando, mas era quase inútil. Isto erra o que os locais teriam tendado, abrir fogo.

O rapaz não tem tempo para pensar. E salta para agarrar na borda de um telhado e sem muito esforço se puxa para cima. Olha para a balista, que estava lá a uns duzentos metros de distância com o Sr. Gonzalo prendendo mais um arpão a correntes. Ele vê Damon se aproximado também do local, Arrieref deduz por extinto que o colega iria preparar a arma para mais um disparo a tempo com a ajuda do mestre engenheiro. Ele contava com isso, só precisava chegar a linha de fogo. O teto onde está treme e com um grande estrondo, a besta destrói a metade da pequena casa, surgindo de baixo para cima, arrebentando o plano no qual o rapaz se encontrava, o lançando para fora. Manobrando o peso do corpo para cair com um desengonçado rolamento no chão, sentindo pequenos pedaços de telhado se cocarem contra sua cabeça. Sem perder tempo algum, Arrieref começa a correr com toda sua força. Um pesado pedaço do teto cai a centímetros dele, pura sorte. A criatura o persegue enquanto foge até o ponto.

Cada passo era feito com toda a força que tinha em seus músculos. Vendo Damon girando a base da balista em sua direção ele imediatamente sabia o que teria de fazer. Se jogou com toda a energia restante para frente, o fazendo deslizar de peito contra a areia seca do chão. Mais um alto disparo é efetuado no mesmo instante, e o rapaz vê o grande arco da balista se destorcer fazendo o veloz arpão passar por cima de seu corpo, a adrenalina era tamanha que a cena pareceu acontecer em um rítmo mais lento do que realmente era.

O projétil acabou por atingir um pouco abaixo do ombro direito da criatura, que quase escapava do disparo. A dor a faz tropeçar em suas próprias pernas, mas essa não desacelera, caindo com brutalidade contra o chão, deslizando todo seu peso e indo de encontro ao recruta, que se rastejava para trás, com desespero no olhar. O Sr. Gonzalo com astúcia ativa os pistões da balista, que aciona um mecanismo de tração que puxam o cabo metálico preso ao arpão com força. Este estava engenhosamente posicionado em paralelo as barras do fundo da Jaula.

A criatura é puxada, Arrieref faz alguns desesperados rolamentos para o lado, deixando o caminho até a arapuca livre. Sendo arrastada até dentro das grades. Damon não perde tempo e dá a volta e tranca as portas da jaula empurrando-a com força. Os travamentos são acoinado e ela se fecha com solidez, deixando o alvo preso em seu interior.


Última edição por Midori em Qua Maio 30 2012, 17:15, editado 2 vez(es) (Razão : Sem palavrão por aqui, por favor XD!)
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Re: Rune - Capítulos em "Beta" & Discussões sobre a história.

Mensagem por Midori em Seg Maio 28 2012, 19:12

Vocês escrevem bastante, não é xD?

Ainda não li (nem entrei na net no final de semana e cheguei agora em casa xD)... Mas vou tentar ler essa semana xD

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Re: Rune - Capítulos em "Beta" & Discussões sobre a história.

Mensagem por Nat-Bear em Seg Maio 28 2012, 20:03

Se vai tentar ler essa semana melhor se preparar pra ler um moooonte kkkk.

Sobre essa parte do capitulo, eu já falei bastante coisa diretamente com vc, JP, precisa de algumas explicações ai pra ajudar quem está lendo a entender um pouco melhor. E cuidar toda essa quantidade de "ele" no começo das frases XD.
Com treino vc consegue escrever cenas de ações cada vez mais fáceis de se entender.
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Re: Rune - Capítulos em "Beta" & Discussões sobre a história.

Mensagem por Midori em Qua Maio 30 2012, 17:28

Agora entendi o palavrão do Arrieref XDDDDD

Vixe, monstro destruiu a cidade D:
Pelo menos conseguiram pegar, imagina se depois de tudo isso ainda não pegassem XD?

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Re: Rune - Capítulos em "Beta" & Discussões sobre a história.

Mensagem por JP Vilela em Sab Jun 02 2012, 20:51

Midori escreveu:Agora entendi o palavrão do Arrieref XDDDDD

Vixe, monstro destruiu a cidade D:
Pelo menos conseguiram pegar, imagina se depois de tudo isso ainda não pegassem XD?
T

Humm, falando em palavrões, a história vai ter alguns. Tenho que me lembrar de censurar eles na hora de postar aqui. xD

-----------------------------------------------------------------------

Fiz, uma modificação na história, Arrieref, agora será Aerrierf. Acho que ficou mais sonoro xD

Capitulo 2 – Parte 3

Se fez um breve momento de silêncio, atrapalhado apenas com o som bizarro do cativo. Era estranho ver aquela fera presa depois de tudo que foi capaz de fazer, parecia que nem aquelas imensas barras iriam conter sua fúria. Ela até tentava se jogar contra as paredes da jaula, fazendo um grande estardalhaço, mas estas permaneciam sólidas,o metal negro cumpria seu papel. Depois disso, uma celebração mutua, os recrutas desciam dos telhados aliviados.

Aerrierf suava frio, e seus músculos tremiam. Ainda estava processando o que havia acabado de fazer. E que poderia ter acontecido se seus movimentos não tivessem sido exatamente os que foram.

- Você está bem? - A jovem enfermeira se aproximava, pronta para prestar primeiros socorros.

- Eu... eu...estou. - O rapaz percebe que, embora estivesse coberto de poeira, havia saído da frenética perseguição praticamente ileso, apenas com alguns arranhões em seus cotovelos e um corte em sua mão esquerda, que fez quando subia um telhado. Bem diferente do cavalo que foi dilacerado sem a minima chance.

- Deixa eu ver isso aqui. - ela puxa seu braço com delicadeza e pega uma pequena garrafa de antisséptico. Agora tinha percebido que o rapaz não tinha o dedo mindinho daquela mão. Era apensa um cotoco, parecia que foi cortado fora a muito tempo atrás. Sua mão tinha a pele áspera, seus dedos eram grossos, e alguns tinham as unhas machucadas, envoltas em curativos. – Seu nome... é Damião, certo?

- Ah, sim. Mas, por favor, me chame de... Dami. - Sorri sem graça. Uma gota de suor escorre por sua bochecha. Se fossem para o chamar pelo primeiro nome, preferia que esse fosse o apelido.

- Vejamos. – ela o estuda dos pés a cabeça - Espasmos, músculos rígidos, transpiração exagerada. Hum, ou você teve a maior descarga de adrenalina do século, ou tomou um “reforço” para fazer tudo que fez. - sorri gentilmente – Não se preocupe não conto para ninguém. Com ou sem poções você fez uma coisa muito corajosa... Sr. Dami.

- Huum... obrigado Rachel. Eu... eu fiz, o que tive que fazer. Eu acho.

- E de quebra, teve muita sorte, veja como acabou seu instrutor. - Ela aponta para o homem jogado no chão.

Ambos trocam sorrisos.

Depois dos rugidos assustadores, dos sons de destruição e dos guinchos dos cavalos, ouvir o júbilo dos forasteiros foi o suficiente para fazer os residentes mais corajosos botarem seus rostos para fora de suas casas. Ver aquela coisa presa, era muito satisfatório, mas nem para todos, em pouco tempo a maioria dos moradores saíram de suas casas para testemunhar as repercussões das ações dos viajantes. Os recrutas cobriam a estrutura com a longa capa de couro usada em seu trasporte.

- Pelos Antigos, Angus! Deixe de ser infantil, precisamos ver como você está. - a Sra. Aline colocava as mão na cintura enquanto criticava a atitude do instrutor.

- Eu já disse, estou bem – o homem tenta se levantar do local onde está, quando sente uma dor em seu ombro esquerdo – AAHG! M****! - ele foi deslocado quando absorveu o impacto da queda.

- Oh, mas é claro, tão bem quanto qualquer um que acaba de ter sido nocauteado por um Jotun! Você deu muita sorte! Deixe eu ver esse ombro. - ela se aproxima do homem, que com um pouco de dificuldade se punha de pé.

A enfermeira sabia precisamente o que fazer, apoiou uma das mãos no ombro do enfermo e a outra em suas costas, com jeito ela puxa o osso para seu lugar, fazendo um barulho engraçado para quem estava assistindo a cena um pouco mais de longe. Angus fez cara de dor.

- Obrigado, Sra. Aline – fuzilava ela com os olhos castanhos - agora eu preciso dispersar essa mundiça para prosseguirmos.

Ele arruma os óculos no rosto, não haviam caído muito longe, estes tinham trincado na lente esquerda. Percebendo isso, o instrutor os dobra e guarda no bolso do capote. Já fez o movimento para sair de lá quando a mulher o segurou pelo ombro machucado.

- Onde pensa que vai? Ainda não terminei com você! Vejamos... aqui doi? - cutucou a costela dele com o dedão. Angus deu uma pequena recuada com dor.

- Aha! Uma, duas... é Angus, você precisa repousar.

-Repouso quando chagarmos em casa! Sua maluca. Deixe-me trabalhar...

Com o braço direito a afasta para o lado e se dirige em direção ao resto das pessoas. No caminho acha sua brilhante lança prateada, caída no chão de terra do lugar. Angus a apanha com cuidado e usa como bastão de caminhada. Passa por entre o grupo de moradores até ficar de costas com a grnade jaula coberta.

- Bem, terminamos nosso trabalho por aqui...

- Seu trabalho?! Vocês destruíram uma casa, e danificaram várias outras! - O Sr. Villas, o líder local emergia de um grupo de pessoas. Vinha acompanhado por quatro de seus empregados armados. Sua expressão era nem um pouco amigável.

- Culpe os danos ao seu amiguinho aqui, Sr. Líder... - Angus bate em uma das barras de ferro da jaula com sua lança, a besta lá de dentro urra com fúria, fazendo todos ficarem em silêncio. - E por favor, seja mais grato aos nossos serviços.

- E para melhorar vocês ainda deixam essa droga viva? Ela devia ser abatida! Imediatamente!

- No nosso acordo eu disse que nós os livraríamos dos seus problemas, e o fizemos... Sr. Líder. A não ser que o senhor queira que eu o solte novamente, para que... hum... vossa senhoria o mate com suas próprias mãos? Que tal?

- Não me provoque negro! -Abria os braços, insinuava usar seus capangas.

- Nem o senhor a mim. Bem, veja , use a razão, tenho mais homens que você, se quiser iniciar um confronto, mataremos seus mal treinados guarda-costas e o jogaremos na jaula com a criatura. Eu poderia ser baleado, é verdade, mas te garanto que metade dos meus ainda estaria de pé. Comporte-se. - completava com indiferença.

As pessoas que assistiam a discussão se entreolham nessa hora, o Sr. Villas sempre foi o que tinha a ultima palavra no lugar, nunca alguém o desafiou dessa maneira. Principalmente um homem negro feito Angus. Ficaram curiosos para ver o que viria pela frente. O líder continuava:

- Hum, e ainda por cima me ofendem. - olha em volta por alguns segundos, o Sr. Gonzalo estava no controle da balista, mirando aquele arpão imenso em sua direção. Sem dúvidas era uma posição nada agradável para um homem de seus status - As pessoas que estavam dentro da casa que aquela Besta destruiu poderiam ter morrido! E... e você deu ordens para incendiarem o meu curral! Explique-se! - usava um lenço para enxugar o suor do rosto.

- As pessoas ficaram bem...

- Era melhor se todos os moradores tivessem ido para a igreja! - interrompe com certeza em sua voz.

-Veja bem, Deus não ajudou os moradores que morreram nas matas, e imagine o que aconteceria se a criatura por um acaso invadisse o local com todos os moradores reunidos, certamente não cairiam raios dos céus para matar o monstro... não, é melhor deixar eles dispersos mesmo, se tivessem de morrer, morreriam poucos. - fala enquanto se apoia na lança, a multidão não gostou nada dessa declaração - A questão do celeiro foi pura prevenção, em sua ignorância, você não deve saber, mas seu gado foi morto por doenças que a criatura carrega com si, se alguém dessa vila tivesse as contraído caso o curral ainda estivesse de pé, estariam todos mortos em uma semana. Então... seja grato aos nossos serviços.

Sr. Villas poderia discutir com Angus a noite inteira, já estava vermelho e roçando os dentes, mas viu que alem de não entender nada da criatura, não tinha argumentos. Mesmo que tivesse, o arrogante caçador poderia o intimidar com facilidade. O líder se retirou com raiva, junto com seus empregados. Durante seu trajeto se encontrou com mais um dos seus homens, que estava avaliando os estragos do lugar.

- Seu curral está em chamas. - informa tentando ser útil.
- Eu sei – responde o líder zangado.
- Ah, bem... duas casas foram destruídas... - continuava, mesmo vendo estar agradando nada.
- Também sei... me conte uma novidade – falava enquanto enxugava um puco de suor do rosto com um lenço.
- Anhh, achamos aquela sua égua premiada senhor... - falava com evidente relutância.
- Ah, maravilha! Ao menos uma notícia boa nessa noite! Onde ela está? - Se Villas tinha orgulho por algo, era pelo seu belo animal.
- Bem...
- Vamos homem! Desembuche!
- Ahh... metade dela está na frente daquela casa ali senhor... não achamos o resto ainda...

O líder não fala nada, apenas abaixa a cabeça e põe as mãos no rosto se dirigindo para sua casa.

O resto da noite foi de festa. Salvo alguns gurnidos da fera o clima foi ótimo. Os viajantes comiam e bebiam, se encontravam na estalagem do lugar, alguns já saiam para dormir, outros ainda estavam nas mesas. Tinha aqueles que tomavam cerveja, o veterano Heitor era uma desses. Já tinha bebido umas cinco canecas, e com isso, subia em sua cadeira com a bebida na mão.

- Eu sho gostaria de dizer, que eu amo todos vocês! Voshes são o grupo de recrutas mais lindo em que eu estive! - falava entre um soluço e outro – Depois de cinco anos, cinco longos anos! Vou poder me tornar um oficial... viva! - e levantava a caneca para um brinde, derramando quase metade se seu conteúdo no movimento.

Os demais brindaram, era sempre engraçado ver ele naquela situação. O veterano tinha fama de beberrão, e de fazer palhaçadas quando estava alcoolizado. Mesmo assim, ainda conseguia se portar como uma boa pessoa, era incrível. O veterano continuava com o desajeitado discurso:

- E, não nosh daum podemos nos esquecer... ninguém se machucou.. tirando – fazia uma pausa para pescar palavras, franzia a testa – ohs crápula do Angus! - todos comemoraram com mais animo ainda. Não ficou muito claro se festejavam por que de fato ninguém se feriu gravemente ou se foi por que gostaram de ouvir o insulto ao instrutor. Com certeza esse ouviu lá de fora - Ah! Não nohs esqueçamos, de quem deu um espetásculo hoje! Cadê aquele desgraçado? - procurava pela pessoa – Ai está! Mai um brinde! Pra nosso companheiro, Dami DesValence! Para ele, se sua loucura de se jogar contra uma porcaria de um Jotum meus amigos! - ria com alegria como se não houvesse um amanhã.

Aerrierf se encontrava em uma mesa mais afastada, o rapaz levanta sua caneca um pouco envergonhado. A entorna com vontade. Estava com uma jarra d'agua ao seu lado, bebendo com muita sede. Parecia ter saído de um deserto.

O Rapaz vira para o lado e vê que a enfermeira Rachel estava na mesa atrás da dele, com sua mentora, a Sra. Aline. “Como não percebi ela ai antes?” Pensou. Ele afastou cadeira que estava sentado um pouco, para poder girar o tronco. Queria iniciar a uma conversa com a moça, mas não tinha o que falar. Ele olha para a ela, e vê o amigo bêbado ao fundo, e devota para ela. Falou a primeira coisa que veio a cabeça:

-Você não bebe enfermeira? - perguntava enquanto enchia sua caneca com água.

- A, eu... não em situações como essas... é um tanto, antiprofissional. - responde sorrindo e apontando com os olhos para o veterano e o papelão que ele ainda estava fazendo.

- Humm... entendo. - botava a caneca na boca para mais um gole.

- E você, recruta? Por que não está enchendo a cara feito o seu amigo? Sempre me pareceu do tipo baderneiro. - brinca descontraída.

- Ah, é verdade? Pareço ser esse tipo de gente? - entorna mais uma caneca – Humm, eu não bebo, ah... por que geralmente fico muito violento... é é um tanto, antiprofissional. - sorri.

- Entendo, e essa água? - baixa o tom da voz – Desidratação, garganta seca, efeito colateral da poção?

- Huh, não sei. Provavelmente, ao menos essa não me deixou quase morto após meia hora... - balançava a cabeça com indignação ao se lembrar pelo que havia passado.

- Quem as prepara? - parecia realmente interessada agora, a luz das velas realçava o brilho dos seus olhos azuis.

- Ah, é um amigo meu, o Láu... ah, Laurence Giovane... sujeito pálido, vive no quinto andar. Usa o mesmo tipo de óculos ridículo do Cicatriz.

- Sei quem é. - mentia, tentando associar a descrição a algum conhecido - tentando fazer algo novo e te usando como cobaia?

- Ele sempre teve um que de, cientista maluco... mas é gente boa. Foi a primeira amizade que fiz quando cheguei no Sedoc. Sabe – colocava a caneca em sua mesa, puxando a cadeira mais para perto da enfermeira - foi meio difícil para eu me adaptar as coisa e.... ahm... Rachel, como foi que você se juntou ao Sedoc?

- A, foi por causa dos meus pais, meu pai já era um Aesir, ele veio de Nortglast, como um reforço para o Sedoc a uns trinta anos atrás. - complementava a explicação gesticulando, era uma mania dela - ele se apaixonou por uma nativa daqui de Liverith, e eles tiveram a mim como única filha. Por sorte, eu nasci como uma Aesir, e desde pequena fui estudando nossa história e tradições, para mim, me tornar membro oficial não foi nenhum choque...

A conversa entre os dois foi demorada e divertida, mas por fim se retiraram para a o improvisado acampamento feito próximo ao local, Rachel foi para dentro da carruagem, onde as mulheres dormiam, não era nada confortável, mas a Sra. Aline exigia privacidade para elas. Os homens dormiam no chão mesmo.

Não demorou muito para o sol nascer. A caravana foi se organizando para a partida, a pior parte foi arrumar a carroça que transportaria a criatura. Mas deram um jeito. Agora fariam um trajeto mais longo, e menos movimentado, não queriam andar por ai com aquela coisa dentro da grande jaula fazendo escândalo e atraindo atenção desnecessária.

Capítulo 2 – fim.


Última edição por JP Vilela em Sex Jun 08 2012, 21:00, editado 6 vez(es) (Razão : Editando o palavrão XD)
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Re: Rune - Capítulos em "Beta" & Discussões sobre a história.

Mensagem por Midori em Dom Jun 03 2012, 20:34

LOL Já tenho coisa pra ler amanhã hahahahaha XDDDDD~
(Vocês escrevem muito rápido omg XD)

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Re: Rune - Capítulos em "Beta" & Discussões sobre a história.

Mensagem por Nat-Bear em Ter Jun 05 2012, 11:05

Finalmente o "veterano" ganhou um nome kkk.

vc usou o "ele" repetitivo de novo, "dês de" tb e teve algumas virgulas estranhas XD.

Quanto a mudança q vc fez no nome.. Pra mim continua estranho kkkk.

Eu gostei da parte da discussão com o líder da vila. MAS POR QUE a egua tinha que morrer!? O que ela fez para merecer tal destino!!!?? XD

Essas coisas sempre acabam na 'taverna' neh XD.

Ficou bom o capitulo.
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Re: Rune - Capítulos em "Beta" & Discussões sobre a história.

Mensagem por JP Vilela em Qua Jun 06 2012, 09:37

Nat-Bear escreveu:Finalmente o "veterano" ganhou um nome kkk.

vc usou o "ele" repetitivo de novo, "dês de" tb e teve algumas virgulas estranhas XD.

Quanto a mudança q vc fez no nome.. Pra mim continua estranho kkkk.

Eu gostei da parte da discussão com o líder da vila. MAS POR QUE a egua tinha que morrer!? O que ela fez para merecer tal destino!!!?? XD

Essas coisas sempre acabam na 'taverna' neh XD.

Ficou bom o capitulo.

Fiz algumas correções. xD

Adicionei mais algumas descrições entre umas falas. Umas que você sugeriu.

A Lei de Murphy é implacável. xD
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Re: Rune - Capítulos em "Beta" & Discussões sobre a história.

Mensagem por Midori em Qua Jun 06 2012, 10:13

Gostei do capítulo XDDDDD!

Cuidado com erros primários do tipo: pucha xD.

Esses nomes do Aerrierf confundem um pouco, mas lendo até o final deu pra perceber que Damião e Aerrierf são a mesma pessoa xD...

E agora o que eles vão fazer com o Jotun xD?

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Re: Rune - Capítulos em "Beta" & Discussões sobre a história.

Mensagem por JP Vilela em Sex Jun 08 2012, 21:10

Corrigido Mi.

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Rune - Capitulo 3 - A Calmaria - parte 1

O Sedoc era um local curioso, mantinha uma faixada de armazém militar com todo o movimento de artesões e trabalhadores em geral. Era uma das maneiras com que a organização lá estabelecida gerava renda, coletando uma certa taxa dos que lá trabalhavam. Já alguns cidadãos mais espertos sabiam que o lugar também era uma espécie de refúgio de uma guilda de mercenários ou algo do tipo, estavam parcialmente corretos, mas era muito mais que isso. Os verdadeiros habitantes do complexo gostavam que os de fora tivessem essa imagem do local, não atraia muitas suspeitas.

Cada um de seus cinco níveis inferiores possuía instalações específicas. O primeiro andar, de cima para baixo era o maior de todos horizontalmente, haviam diversas câmaras administrativas. Algumas salas eram exclusivas de certos membros mais privilegiados. Angus por exemplo, tinha seu próprio “escritório” lá. A enfermaria também era neste piso, o chamado “salão de cura” posicionado ali para atender com um melhor acesso os que vinham de fora do local.

Em uma câmara maior, era onde a maioria dos membros guardava seus equipamentos em armários metálicos, era o chamado “salão militar”. No lugar, também haviam mesas com mapas da região, onde gente encarregada do gerenciamento de tarefas mais “braçais” dos membros trabalhavam. A decoração do local era bem diferente do que se via como padrão nas cidades da região. Símbolos e letras de um idioma desconhecido acompanhavam os rodapés das paredes de pedra. Velas e castiçais sempre se faziam presentes iluminando o ambiente subterrâneo.

Em um dos cantos desse salão Gregório DaRegia retirava uma espada longa embainhada de um suporte no interior de seu armário pessoal. O sujeito parecia ansioso.

- Gregório, finalmente te achei, temos uma nova tarefa para você e seu grupo. - falava Alexis Baltazar, ao se aproximar do grande homem. Trazia consigo uma pasta de couro.

- Que é? - falava Gregório se virando para ver quem era que estava falando – Ah... Sr. Alexis.

Alexis o observou por um segundo, seus olhos amarelados analisavam tudo que podiam rapidamente. Essa era uma de suas características, ele e seu senso anormal de percepção, sempre sabia bem o que acontecia ao seu redor.

- Hum, você está nervoso? O que foi? - ambos se trajavam com roupas simples.

Alexis mantinha seu cinto com várias adagas sempre consigo, parecia um amuleto. O cabelo castanho claro amarrado atrás.

- Rachel... a caravana dela era para ter chegado antes do almoço. - olhava para os lados, evitando os olhos do superior.

- Eles devem ter se atrasado de alguma forma, não se preocupe, Angus está com eles. - falava enquanto coçava a barba recém aparada – É uma missão...hum ... simples, e não se esqueça que ela está com o Sr. Gonzalo também... eles sabem se virar... - ria despreocupado.

- Alexis, eles foram trazer um Jotun... vivo. - parecia realmente nervoso depois de falar isso.

- Cedo ou tarde a Rachel teria de fazer mais missões de campo, principalmente coisas desse tipo. Você não devia desejar que ela fique aqui em baixo toda a vida. Viajar é bom sabe...

Gregório em seus vinte e seis anos de vida era o homem mais alto e musculoso de todo o Sedoc, um brutamontes. Seus músculos eram recobertos por algumas veias latentes, isso ficava evidente em seus braços tatuados descobertos, sempre usava camisa sem mangas. Os desenhos cravados em sua pele iam do cotovelo até os ombros, linhas e símbolos negros simétricos em ambos os braços.

Era moreno, como a maioria dos que são naturais da região, e tinha um corte de cabelo bem curto. Uma leve cicatriz em seu queixo realçava seus traços brutos, mas o sujeito não era ignorante ou bárbaro em seu jeito de se portar, não na maior parte do tempo. Alguns diriam que era arrogante, prepotente, mas isso se dava pelo seu talento natural para combates, aliados a sua força que se destacavam. Todos sabiam que logo logo o "Animal" seria eleito como cavaleiro Jarl, o mesmo cargo de Alexis e do Angus.


- Ela não foi tirar férias, ela foi atrás de uma daquelas coisas... eu... - agora olhava com raiva para o descontraído homem. Seus olhos passavam muito bem uma mensagem, essa era: “Se acontecer algo com ela...”.

- Relaxa Gregório, eles estão bem. - Alexis transbordava confiança e calma em tudo que falava. Era o jeito dele, sempre foi assim – Falando em Jotun... aquele rapaz, ahh... como é o nome dele? Hum não importa. Um batedor. Ele reporta atividade suspeita em uma das matas a leste da cidade. Nacasiba quer que você vá dar uma olhada nisso.

- Aqui? Tão perto? - Já tirava sua cota de malha de dentro do armário, e a vestia sem perder tempo.

- É. - estica o braço entregando uma papelada de relatórios que retirou da pasta.

DaRegia e seu grupo de amigos mais próximos eram um dos grandes destaques do lugar, depois de algumas pessoas com patentes mais altas, como Alexis, eles eram dos membros mais importantes do local. Treinavam juntos desde recrutas, possuíam muita sinergia, ele era o comandante. Cumpriam tarefas com eficiência e qualidade. Os outros os apelidavam de “Os Animais” pois chegavam a ser assustadores. A maioria dos outros membros tinham uma mistura de respeito, medo e inveja deles. Gregório não tolerava piadinhas contra sua pessoa ou seus amigos, já machucou algumas pessoas que os invejavam e isso só colaborava para sua fama de brutamontes.

- Interessante, não houve registro dessas coisas por aqui a quanto tempo? - coletava os papéis das mãos do superior. - Se não me engano... mais de vinte anos, certo?

- Correto. - observava calmamente o ambiente. Pessoas iam e vinham – Parece que são mais de um. Use dos métodos disponíveis para se livrar deles. Se soubéssemos disso mais cedo, Angus não precisaria ter dado toda essa via...

- Sr. Alexis... o que está acontecendo? Primeiro, essas porcarias de Jotuns aparecendo com essa frequência. Depois, segundo o reporte de William Azeck uma p**** de uma fortaleza Vanir, que ninguém nunca desconfiava existir é encontrada destruída, reduzida a escombros. E para completar... você sabia que aquele cara, o fugitivo... o “Truciciel” matou recentemente uma guarnição nossa na ponta oeste do continente?

- Eu... realmente não sei Gregório... os Vanir estão para algo. Disso eu tenho certeza. - por um segundo sua feição se torna mais séria -Não precisa me lembrar dos fatos mais alarmantes do ano. Faz parte de meu trabalho saber das coisas.

- Eu... só... Hum... Olha. Assim que eles chegarem, eu e os rapazes partimos. - não parecia mas implorava para poder ver a chegada da namorada.

- Tudo bem! Eu também estou prestes a sair, mas preciso que o Angus volte. Ordens do velhote. - olha para os lados - Faremos assim: Esperaremos juntos.

Nas costas do armazém, depois dos estábulos e dos muros, a uns quinhentos metros, havia a entrada para uma densa floresta tropical. Pássaros exóticos voavam de um galho para outro das altas arvores do local. Uma coisa que se destacava era um penhasco que ficava em um dos lados dessa mata. Possuía uma bela cachoeira de um rio que atravessava a província. Outra coisa curiosa do local era uma estrutura circular feita de pedra no chão. Era maior do que uma casa. Símbolos de uma língua estranha acompanhavam o contorno do imenso circulo rochoso,que brotava da terra. Escupidos em alto relevo alguns pedestais se projetavam da pedra. Também repletos de marcações e símbolos. Parecia uma coisa antiga, mas era bem conservada. Parece que periodicamente limpavam o local.

A caravana passava próxima dessa estrutura, lentamente se aproximando até um ponto onde a estrada de terra se bifurcava, um caminho levava para o Sedoc, que não estava longe. Outro levava para dentro da floresta, em direção a cachoeira. Ninguém excerto eles passavam pelo local, era longe da cidade e das rotas mais movimentadas.

Angus mascava uma erva até o momento. Chegando perto da bifurcação ele para sua carroça, fazendo todos os que acompanhavam de repente pararem também. O movimento fez a criatura dento daquele enorme quadrado coberto chiar. O instrutor desceu de seu acento e se dirigindo ao grupo.

- Vou levar a carroça para o quinto andar. O resto de vocês podem deixar as coisas nos estábulos, quando chegarem lá estarão dispensados. Quero todos presentes no salão comunal hoje a noite na hora do jantar. - cuspia fora o que mascava. - Bem é isso. - voltando a subir no transporte, Sr. Gonzalo era seu copiloto como foi durante toda a viagem.

Começaram a se mover novamente, a carroça do instrutor ia para um dos lados, a outra ia em direção aos muros do armazém, acompanhada pela carruagem e quatro cavalos. Quando chegaram já era três horas da tarde. O lugar estava movimentado como sempre, todos desceram de deixaram os transportes sobre os cuidados do mestre do estábulo. Aerrierf pegava suas coisas na carroça enquanto se esticava. Tinha sido muito cansativo, principalmente com a criatura vez ou outra assustando todos com repentinos berros. O escaldante calor do sol do meio dia e o céu limpo sem nenhuma nuvem tinham contribuído ainda mais com o desgaste.

O rapaz vê a enfermeira Rachel parar ao seu lado para pegar sua mala médica. Ela também estava cansada, todos estavam. Seus ondulados cabelos castanhos estavam presos, tinha pequenas gotas de suor sobre o nariz arredondado e estava corada.

Ele olhava para a moça, então colocou sua mochila no obro e falou:

- Rachel... obrigado pelo curativo – mostrava a mão esquerda, o corte já estava cicatrizado, quase curado.

- Hum... - não havia percebido o rapaz, todos os recrutas estavam vestidos da mesma forma - não foi nada. Apareça na enfermaria se precisar de alguma coisa Dami – sorria passando a mão sobre o nariz..... foi um prazer conhecer você. - esticava a mão, ela sempre estava usando delicadas luvas - Eu agora tenho que ir.

- Ah... claro. Igualmente. - prontamente respondendo com um aperto de mão - pensava por que nunca tinha tentado conversar com a moça, ela era incrivelmente simpática com ele.

A enfermeira deu alguns passos para trás até se deparar com Gregório que sem perder tempo a abraça a erguendo trinta centímetros do chão. Parecia nem ter peso, ele não fazia esforço algum com aqueles braços. Os dois se afastam um pouco dos demais. O musculoso homem estava pronto para viajar, com vestes que sempre usava para missões, uma reforçada camisa de couro sem mangas, calça cinzenta. e com sua espada presa nas costas.

Aerrierf olha o casal se distanciar por pouco tempo quando vê Alexis se aproximando com seu canto de olho.

O Jarl estava vestindo um capote de couro com capuz amarronzado, suas roupas eram bem chamativas. Não destoavam do padrão cinzento que todos usavam, mas tinha um belo conjunto de botas e luvas revestidos com couro cinzento e pequenas peças de prata. Suas adagas brilhavam em seu cinto, estava ponto para sair.

- Dami, como foi de viagem? - falava enquanto esticava o braço para um aperto de mão.

- Hum... missão cumprida. - respondeu ao aperto - Ah, você já vai sair?

- É. Tenho que resolver alguns assuntos com nossos queridos associados no sul do país. E de volta, trazer algumas coisinhas que o Nacasiba me pediu.

- Humm... você vai perder a cerimônia.

- É uma pena. Mas logo em breve voltarei. - contava as adagas que tinha presas a perna direita - Não será mais do que duas semanas.

- Alexis... quando você voltar, quero conversar melhor com você... eu...

- Hum, já faço até ideia do que seja. Mas eu realmente estou muito atrasado, já deveria ter saído de manhã. Estava esperando por vocês.

- Ah... então... boa viajem?

- Sim. Quando voltar, conversamos sobre os detalhes da sua pequena aventura, e sobre o que você quiser comentar comigo. - o homem se vira, vendo Gregório encostado em um lugar abraçado com a namorada – Gregório, já viu que ela está bem. Vamos lá.

O brutamontes acena coma cabeça. Passa sua enorme mão com carinho no rosto macio da enfermeira e se despede com um beijo em sua bochecha. Era engraçado o contraste entre os dois. Ela não era alta, e para trocarem caricias, Gregório tinha de se abaixar, se encurvando todo.

Acena para seus companheiros, que já estavam lá também. E todos montam em seus cavalos, eram seis no total. Todos vestidos quase do mesmo jeito que o comandante do grupo, mas seus arquétipos variavam. Assim como as armas que carregavam, todos tinham espadas consigo, mas alguns tinham bestas, outros arcos e dois usavam os usuais mosquetes, cortesia do armazém. Tinham a mesma faixa etária. Se organizaram e partiram a galope para o destino entregue por Alexis, que foi andando em direção a cidade.

Os recrutas não tinham mais o que fazer, e rapidamente se dispersaram. Depois de um merecido banho, Aerrierf se adentra em seu quanto. Deixava suas coisas todas encima da cama, e trocava aquelas roupas por vestes limpas e mais confortáveis. Em seu armário, o rapaz recolhe um colar que tinha deixado lá antes de viajar. Era um simples barbante com uma peça de xadrez amarrada como pingente. Um rei preto. Com cuidado o coloca no pescoço e arruma dentro da camisa acinzentada que vestia.

O rapaz ficou sabendo pelo seu amigo, o “veterano” Heitor, que todos receberiam uma gratificação da tesoureira pela ajuda que deram a Angus. “Afinal de contas, nós estávamos em um trabalho oficial você sabe...”. Foi o que ele disse. Aerrierf então se dirigiu para o primeiro andar. Aonde em uma câmara trabalha a Sra. Cásia Damon a tesoureira do Sedoc. Lá encontrou as outras duas recrutas, que já estavam sendo atendidas. De fato, saiu do local com um envelope e nele vinte peças prateadas de linthen, a moeda local. Era pouco, mas era alguma coisa. Nunca tinha ganho um tostão dês de que foi recrutado, aquela sensação era boa, receber dinheiro honestamente.







Última edição por JP Vilela em Seg Jun 18 2012, 12:43, editado 2 vez(es) (Razão : Editando o palavrão x.x)
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Re: Rune - Capítulos em "Beta" & Discussões sobre a história.

Mensagem por Midori em Ter Jun 12 2012, 18:26

Nossa, muita coisa escrita para pouca ação xDDDDDD!
Muitos persos também xD!

Mas no geral a história está boa xD...
Quando você descreveu a torre imaginei Zelda XD.
E o Aerrierf ainda vai tomar um sopapo do grandalhão do Gregório XD.

E cuidado com os palavrões e erros de português. (Paço XD)

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Re: Rune - Capítulos em "Beta" & Discussões sobre a história.

Mensagem por JP Vilela em Qua Jun 13 2012, 22:31

Midori escreveu:Nossa, muita coisa escrita para pouca ação xDDDDDD!
Muitos persos também xD!

Mas no geral a história está boa xD...
Quando você descreveu a torre imaginei Zelda XD.
E o Aerrierf ainda vai tomar um sopapo do grandalhão do Gregório XD.

E cuidado com os palavrões e erros de português. (Paço XD)

torre? que torre?

Eu tento... malditos erros, mal consigo acompanhar seus movimentos!



Capítulo 3 -A calmaria - parte 2

Guardando o saco em seu bolso o rapaz se dirigiu a saída do complexo, o dia estava muito quente o sol brilhava forte no céu. Sem pressa tomou a estrada que levava para a cidade. A grama que acompanhava o caminho estava verde, não era raro chover. O clima geralmente era muito agradável durante todo o ano, parte devido a boa altitude parte devido a latitude em que a cidade se encontrava. Sem picos de frio ou calor, mas nesse dia em específico o verão atacava com toda sua força.

Era óbvio o por que da cidade se chamar Setecolinas, sete grandes formações elevadas circundavam uma área mais baixa, onde a zona urbana se instaurou com maior presença. O armazém se localizava em um dos mais afastados morros naturais, e tinha uma bela vista de toda a zona urbana. O destino do rapaz era um mosteiro, que se encontrava bem no topo de uma outra elevação ao longe, bem visível de onde estava, a sudeste do Sedoc. A viagem não demorou mais de quarenta minutos no passo descompromissado que Arrieref tomava, e lá ele chegou.

O lugar era bonito, a arquitetura representava o estilo rebuscado do início do século, com muros e paredes feitos de tijolos vermelho-alaranjados bem vivos. A faixada do lugar contia desenhos religiosos e minuciosos detalhes, era um lugar bem conservado. Um bonito jardim ficava na entrada do terreno, com bastante sombra provida por laranjeiras. A grama era bem cuidada e uma estradinha de pedras levava para as grandes portas de madeira da capela. O rapaz não foi para lá, deu a volta, indo para um prédio adjacente ao local dentro do mesmo terreno. Era o orfanato do mosteiro.

Na porta um cachorro gordo dormia sobre um tapete de palha. Ele parecia um lobo pelo tamanho e forma das orelhas e do focinho, com um pelo negro brilhante. Era um animal velho, dava para perceber isso o observando por alguns minutos, ele simplesmente não fazia nada. Ao escutar alguém se aproximando ele desperta de seu sono acompanhando a chegada de Aerrierf. O animal não fez nenhum alarde, só ficou olhando o jovem de cabelos amarronzados chegar, esse faz um carinho no animal.

- ...Brutus... como você tá hã? - dando uns tapinhas na cabeça do cão que balança o rabo com alegria. - hummm... como você está gordo. Quem está te alimentando desse jeito?

O cachorro latia em resposta.

- Cadê o Padre? Ele tá? - ainda falando com o animal, que respondia com mais amistosos latidos. - Huhmm... lá dentro? Vou lá ver. - deixava o cão, que já se ajeitava para dormir novamente.

As portas do lugar estavam abertas. Ele se dirigiu a uma porta no final do corredor de entrada, lá estava escrito em uma plaquinha de madeira: “Administrador – Pe. Pedro Bartolomeu.” Deu umas batidas na porta e na mesma hora uma voz masculina respondeu do lado de dentro:

- Pode entrar...

O rapaz girou a maçaneta e adentrou a um pequeno escritório com uma mesa e duas cadeiras. Sentado ali estava um sujeito velho, na casa dos sessenta anos. Sua barba era negra, mas seu cabelo era grisalho com alguns vestígios de fios pretos que sobraram de sua mocidade. Se vestia com roupas sacerdotais escuras e estava segurando um livro em uma mão, na outa uma pena que pingava tinta recém extraída de um tinteiro próximo. Assim que viu o jovem abriu um sorriso.

- Vejam só que vem nos visitar. Se não é Damião DeValence. - apontava com a pena para o rapaz - Quanto tempo meu filho. - sem perder tempo larga o que segurava se levantando da cadeira onde estava sentado, se dirigindo ao rapaz e dando um grande abraço.

- Nem tanto tempo assim... dois meses... Padre. - sorria.

- Hum... claro. Então, ao que devemos sua ilustre presença? - arrumava uma papelada que tinha espalhada pela mesa. Puxou uma das cadeiras – Venha, sente-se.

- Ah... claro. Vim aqui para visitar o senhor. Estava com saudades. - sentava-se como foi pedido.

- Por que não apareceu mais vezes? Não te deixavam sair de lá? - perguntou baixinho, parecendo que alguém poderia ouvir.

- Na verdade não, não foi ninguém que me impediu... estava muito ocupado, estudos... o treinamento. Se eu quisesse dar uma saída você sabe que ninguém iria me impedir... né?

- Si... sim meu filho, claro. Como vão as coisas? - pegava um bule de metal que tinha em um dos cantos da mesa - Tome, um cafezinho. - o padre já enxia uma xícara com o liquido negro esfumaçante.

- Então, foi para isso que eu vim padre. - recolhia a xícara das mão do senhor - Vim dizer que lá hoje a noite vou deixar de ser um recruta.

- Isso é ótimo. - guardava seus livros em uma gaveta - Estou muito feliz por você Dami, meu filho.

- Não foi nada... eu só... bem... é... agora que vou me tornar um membro oficial de lá, vou poder ter mais tempo de fazer o que quiser. E vou poder ajudar o senhor... - falava enquanto sacava do bolso a mochila com moedas – aqui – derrubava metade do peso de dentro do saquinho sobre a mesa, o padre ficou surpreso. - trabalho honesto. Como o senhor disse. - sorria orgulhoso de sí mesmo.

Dava para ouvir o som de crianças brincando alegremente no fundo, do lado de fora do lugar.

- Ah... mais isso é muito bom. Digo, não o fato de você estar dando o seu dinheiro para nós meu filho. Mas o fato de você ter achado uma direção na sua vida. O dinheiro vai ajudar, mas o mais importante é... - parou para pegar uma das brilhantes moedas, a analisando contra a luz que vinha da janela, agora voltava a falar mais baixo - … você está satisfeito com isso? Ser um dos do Nacasiba? Ser um Aesir?

- Padre, eu já expliquei para o senhor... não é uma coisa que eu posso voltar atrás agora. Eu já sou um deles... não dá para voltar atrás. E não se esqueça, isso foi ideia sua - tomava uma golada do café, fez uma careta, parecia que havia se queimado com a bebida – Ahn... Já faz dois anos. - fez uma pausa para por a xícara na mesa – Padre... eu agora sou capaz fazer coisas que nunca pensei poder fazer... digo... você não acreditaria no que aconteceu a uns... há bem... estou satisfeito com minha decisão. Sem arrependimentos.

- A ideia foi de seu pai! Não se esqueça você! Muito bem, eu acho que entendo o que quis dizer com essas “coisas”... – sorria meio confuso – se é o melhor para você. - continuava a olhar para a moeda – Dinheiro honesto hã? - brincava.

Por pouco tempo, os dois ficaram sem assunto, apenas olhando um para o outro, era evidente que se conheciam há muito tempo, não chegava a ser um silêncio constrangedor. O rapaz pegou uma das moedas que havia na mesa, imitando o gesto do padre, a olhando profundamente. Suspirou e falou como quem não queria nada:

- Alguma notícia do Marcus?

Não. - respondeu triste o senhor, após um breve instante. - Nada desde que vocês dois foram embora naquela noite.

Por um momento os dois ficaram aparentemente abatidos. “Por que você veio trazer isso à tona? Seu idiota...” pensava Dami.

- Ah... então é isso Padre. Acho que vou indo... - e sem jeito se levantava da cadeira, esticando a mão direita para o senhor. O religioso sem pestanejar completou o aperto de mão. - Que Deus o abençoe meu filho. Boa sorte hoje a noite.

- Claro... foi bom visitar o senhor. Mande um olá para os pirralhos. - apontava para a janela, do lado de fora crianças de várias idades, sendo a maioria adolescentes brincavam jogando bola.

- Certamente, mas... não quer ir lá dizer nem um oi?

- Nhaa... não, o senhor sabe que não gosto de pirralhos. - brincava ironicamente.

- Olha quem fala, a uns anos atrás você era igual a eles... humm... O mosteiro sempre estará de portas abertas para uma visita sua meu filho.

- Eu já sou um homem, um homem formado a muito tempo! - se retirava quando parou um pouco e virou-se para o padre mais uma vez – Olha... as pratas que eu trouxe... compre uns sanduíches daqueles do mercado municipal para eles...

A cozinheira do local nunca foi uma mais-valia na hora de se preparar refeições, disso ele se lembrava muito bem.

- Dami... você ainda está tomando seu remédio?

- Sim padre... -parando mais uma vez antes de ir – Não é porque sou um Aesir que eu vou parar de tomá-los... que pergunta... - ria - foi bom falar com o senhor.

E com isso o rapaz saia da edificação. Já era fim de tarde quando o fez. O sol ia se pondo em um bonito tom laranja. Dami olhava para o prédio com nostalgia, lá também era onde ficava uma das torres com sino do mosteiro. Ele se dirigiu até lá. Com facilidade, escalou até o topo do teto do orfanato de lá, saltou dois metros até uma janela e da torre, se apoiando entre os sulcos das pedras até encima. No topo, ele podia ver toda a cidade, o Sedoc, minusculo na grande colina a distância, torre no mercado municipal e ao longe o horizonte montanhoso. Era uma boa vista.

Quando Alexis o perguntou a uns dias atrás se ele não gostava de ficar nos postos de observação, o rapaz havia mentido. Ele não gostava era da companhia de Damon. Ver as coisas de cima. Ver as pessoas indo e vindo a distância, sentir a brisa refrescante contra seus cabelos e de lá de cima respirar fundo e observar o céu azul e os pássaros voando quase a mesma altura. Era tudo muito bom. Era por sensações assim que ele gostava de viver.

Aquela torre, aquele telhado, já havia estado lá muitas e muitas vezes quando era mais novo. Aprendeu a escalar coisas a partir de lá. E se deitando sobre as telhas laranjas, ele ficou pensativo até escurecer. Não poderia ficar por muito mais tempo, o que era uma pena. Tinha que voltar, precisava estar presente no grande evento da noite. Sua cerimônia.
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Re: Rune - Capítulos em "Beta" & Discussões sobre a história.

Mensagem por Midori em Qui Jun 14 2012, 08:29

Sedoc não é uma torre ao contrário XD?

Depois eu leio o capítulo novo *-*

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