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Crônicas da Midori

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Crônicas da Midori

Mensagem por Midori em Sab Fev 25 2012, 17:23

É um estilo de escrita diferente de >>SNIPER<<, mas espero que gostem ^^.
Comentários aqui ou no blog são muito bem vindos ^^ http://midtales.blogspot.com/

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Menina Egoísta


Em uma sala de aula, uma menina de 12 anos preparava seu trabalho de artes. Com um pedaço de pano e alguns palitos de sorvete dispostos na carteira, a pequena garota olhava de vários ângulos a caixinha que começara a montar. Antes que pudesse terminar sua obra de arte, foi interrompida por um de seus colegas de classe.

- Empresta dez palitos?
- Não... – responde a menina, olhando para o menino como se quisesse saber o porquê.
- E sete? É que faltou palito pra eu terminar o meu e eu queria fazer algo assim... – o colega desenhava com as mãos no ar, achando que a menina mudaria de opinião. – e vai ficar muito legal.
- Não, a quantidade de palitos que eu tenho vai dar certinho pro que eu quero fazer. – esclarece a garota.
- Ah... mas é só você fazer com menos. Você nem precisa de tantos palitos, é só uma caixinha. – o menino continua a insistir. – Vai... então, cinco só, ai não fica ruim pra ninguém.
- Já disse que não dá!
- Tá bom! Fica aí com seus palitos... sua egoísta.

A menina continuava a fazer sua caixinha sem se abalar, mas é interrompida pela professora que tinha visto tudo o que aconteceu. A professora se abaixou para ficar na altura da menina, colocou suas mãos sobre seus ombros e, olhando em seus olhos, começou a dar algumas orientações.

- Olha, eu vi o que aconteceu, eu sei que você tomou mais cuidado planejando do que seu amiguinho... – a professora parecia escolher as palavras para não ofender a garota. – mas você não pode mesmo emprestar algum palito para ele?
- Mas professora, eu disse pra ele que estava com os palitos contados.
- Eu sei, querida. – a professora tentava aliviar a situação. – Mas ajudando seus amiguinhos você está fazendo algo muito bom. Veja, se a gente deixar a caixinha com uma ou duas fileiras a menos, vai ficar mais baixinho, mas não vai ficar feio. Não se preocupe, não vou descontar da sua nota.
- Não é com a nota que estou preocupada, professora... – a garota tenta mostrar seu ponto de vista, mas antes que terminasse é interrompida.
- Será que isso não é egoísmo de sua parte? Parece que você só está pensando em você mesma e nem um pouco em seus amiguinhos.
- Egoísmo é algo tão ruim assim, professora?
- Claro que é. Ninguém gosta de gente egoísta.

A garota continuou seu trabalho em silêncio até o término da aula. Voltou para casa, mas o que tinha acontecido em sua escola continuava em sua cabeça. Resolveu então perguntar a sua mãe, que no momento, estava passando roupa enquanto assistia a um programa na TV.

- Mãe, ser egoísta é algo muito ruim?
- Claro! – a mãe põe o ferro na posição vertical e olha para a filha com surpresa. – Pensa, se mamãe fosse egoísta, tiraria a tarde pra só ficar assistindo televisão e não passaria a roupa, isso seria egoísmo e não é bom.
- Então tá bom, mamãe. – a garota sai levemente desapontada. – Ah é, eu vou na vovó, então volto mais tarde.
- Tudo bem, filha. Vai com cuidado.

Com a caixinha dentro de uma sacola, a menina parte para a casa da avó. Ela se sente um pouco desapontada pelas palavras que ouviu até o momento, mas não desiste de encontrar uma resposta satisfatória para sua dúvida. Chegando a casa de sua avó, ela encontra a mesma sentada na cadeira de balanço, tomando um chá e admirando seu pequeno pomar de árvores baixas. A avó, ao ver a presença de sua querida neta, deixa a xícara de chá na mesinha ao lado e se levanta para dar um grande abraço seguido de um beijo no rosto. A garota retribui da mesma forma e quando a avó lhe pergunta se está tudo bem, a garota conta tudo o que aconteceu desde a aula até a conversa de sua mãe e então, faz à avó a mesma pergunta que fizera à professora e à sua mãe.

- Vovó, ser egoísta é tão ruim assim? – a garota faz a pergunta meio desanimada, já imaginando qual poderia ser a resposta.

A avó, no entanto, deu uma risada e começou a explicar para a neta, a qual não tinha entendido o motivo da risada e se demonstrava um tanto confusa.

- Depende, minha netinha. Existem dois tipos de egoístas.
- Dois? – a garota parecia ainda mais confusa.
- Sim. – a velhinha sorria. – O primeiro é ruim. É aquele que só pensa no benefício próprio, mesmo que tenha que prejudicar alguém.
- Ahn... entendi. – a garota começava a desanimar ainda mais.
- O segundo, é bom... e, realmente, faltam pessoas assim no mundo. – a avó olha para a neta como se entendesse o que ela estava passando. – É aquele que apesar de agir de maneira própria, independentemente do que os outros pensem ou digam, faz aquilo que deseja em prol de um benefício maior.

A satisfação pregada no rosto da pequena jovem era notável e, sem dizer uma palavra, sorriu carinhosamente para a avó como se finalmente encontrasse pela resposta que procurava. A avó abraçou novamente a neta, notando a sacola que ela carregava.

- Você deixa a vovó saber o que você trouxe nessa sacola? – pergunta a doce senhora.
- Claro, vovó. – a menina abre a sacola e retira a caixinha que tinha feito na aula de artes. – Fiz o mais parecido que eu pude, espero que eles gostem.

Rapidamente, a menina correu até o pé de jabuticaba, subiu até um galho alto e colocou sua pequena caixinha em um lugar que se encontrava restos de um ninho que pertencia a um casal de pardal. O ninho foi destruído pelas fortes chuvas daquela época do ano e, ao presenciar aquela cena, a garota tomou a decisão de ajudar as aves, construindo um novo ninho. Assim, sentindo sua missão cumprida, a garota ficou em cima da árvore esperando o casal de pardal se acostumar com sua nova casa, enquanto a avó continuava a observar aquela cena, bebendo tranquilamente seu chá e sentindo o balançar de sua cadeira.

*** FIM ***

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Re: Crônicas da Midori

Mensagem por Midori em Qua Mar 07 2012, 07:10

Uma mini crônica!
Comentários são bem vindos ^^!
(Pode ser aqui ou no blog também ^^... o endereço é: http://midtales.blogspot.com/)

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Trem


Quando eu era mais nova, eu realmente adorava andar de trem. O trem mal abria suas portas e eu já estava sentada ali, em uma das janelas, onde eu gostava de observar a paisagem. As casas, prédios, montanhas e árvores, tudo passava tão rápido, mas ao mesmo tempo, me parecia tão tranquilo. Nessa época, eu ainda não sabia o que do ir e vir dessas viagens me atraia tanto. Mas não precisava pensar muito, pois eram muito acolhedores os raios de sol que entravam gentilmente no trem formando sombras que brincavam no chão de madeira. Poderia ficar observando a paisagem mudando gradativamente por horas e horas se possível, mas por muitas vezes, acabava dormindo profundamente, desejando poder ficar cada minutinho a mais naquele trem, dando voltas sem parar.

Hoje, alguns anos depois, não tenho o mesmo tempo para sonhar como fazia quando mais nova. Mas finalmente descobri porque eu amava andar tanto de trem. Porque eu sabia, que um dia, alguém especial estaria me esperando na estação.

*** FIM ***

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Re: Crônicas da Midori

Mensagem por Midori em Sex Mar 23 2012, 17:16

Dessa vez é um conto ^^!

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Pequenos Milagres


Estava fresco naquele outono, mas raios de sol, que brilhavam de forma acolhedora entre as folhas alaranjadas das aceres, aqueciam a pele daqueles que descansavam no jardim. Eram três horas da tarde, os alunos estavam espalhados pelas instalações do colégio aproveitando o tempo do intervalo. A maioria formava pequenos grupos nos quais trocavam risos e conversas extrovertidas. Os que preferiam ficar sozinhos passavam o tempo lendo um livro ou ouvindo músicas. Entretanto, havia uma aluna em especial que chamava a atenção.

Aparentemente, era uma colegial comum. Possuía um ar levemente desleixado por seu cabelo estilo rabo de cavalo e pelas mangas de sua camisa dobradas até a altura dos ombros. Todas as tardes, a garota recostava-se em uma mesma árvore e ficava observando a paisagem até o final do intervalo. Esse fato despertou a curiosidade de um garoto, de semblante sereno e que casualmente passava por um corredor, com grandes janelas que exibiam a beleza do jardim.

Então, naquela tarde, o garoto criou coragem para descobrir o porquê de a garota ficar todos os dias no mesmo lugar apenas observando a paisagem. Em passos silenciosos, aproximou-se e se postou em uma árvore vizinha. A princípio, parecia apenas a observar na tentativa de entender sua atitude, mas sem chegar a uma conclusão, sentou-se próximo a ela e ficou olhando na mesma direção que a garota.

Mesmo com a aproximação do garoto, ela parece não se importar e continua olhando para a paisagem. Como o colégio se encontrava no ponto mais alto daquela região, era possível ver as casas e as ruas tranquilas daquela cidade do interior. Não somente isso, mas como também era possível ver grande parte do céu azul e das nuvens brancas e bem formadas, característicos da estação. Aquela bela cena enchia o coração do garoto de paz e, ao mesmo tempo, o fazia sentir um formigamento de inquietude, o qual não sabia discernir se era por tédio ou por não entender o que tanto aquela garota tinha para fazer naquele exato lugar.

Apesar de sua natureza tímida, o garoto finalmente decide fazer uma pergunta para a garota que, apesar de ter notado a presença do rapaz, continuou a observar a paisagem se transformando serenamente.

“Desculpe a minha intromissão...”

Percebendo sua ansiedade, o garoto dá uma pausa e respira. A garota por sua vez, olha para ele com um sorriso, esperando a continuação de sua sentença. Isso deixou o rapaz ainda mais sem jeito, pois percebera que a garota, apesar de seu ar relaxado, tinha uma beleza incomum, diferente das garotas que se produziam de modo artificial. Era muito suave e natural e, por um momento, perguntou para si mesmo por que não a tinha notado antes. Resolveu deixar os pensamentos de lado ao ver que a garota ainda esperava que ele continuasse a frase que ficou inacabada.

“Er... todo o intervalo eu a vejo aqui, sentada nesse mesmo lugar e olhando para a mesma direção, sem fazer nada de diferente...”

“E você quer saber o que eu tanto tenho para fazer aqui, não é?”

Ao ver o rapaz abaixando seu rosto após a sua dedução, a garota dá uma gargalhada desajeitada, deixando o jovem ainda mais envergonhado. Ele dá um passo para trás, mas antes que pudesse sair, a garota segura a manga de sua camisa. O garoto parou e olhou novamente para a garota e, então, sorrindo, a garota volta a falar.

“Gosto de admirar os pequenos milagres.”

“Pequenos milagres?”

Tomado pela curiosidade, o garoto senta ao lado da garota que, por sua vez, solta da manga do rapaz.

“Uhum... são as coisas que geralmente passam despercebidas pelas pessoas, mas se for parar para pensar, são coisas realmente importantes.”

“Eu ainda não consigo entender.”

O rapaz estava confuso, mas ao mesmo tempo, tentava entender a profundidade daquelas palavras. A garota se espreguiçou e logo em seguida, continuou:

“Poder ver o céu, as plantas, os insetos e animais, estar cercada de vida... estar presente para vivenciar isso, é um milagre.”

“Viver é um milagre?”

“As pessoas lutam tanto em suas vidas diárias... lutam para poder comer, lutam contra doenças, lutam por dinheiro para sobreviver, que acabam se esquecendo de viver. Procuram tanto a realização, muitas vezes até sacrificam-se para viver o amanhã, se esquecendo das pequenas felicidades do hoje. Às vezes, acreditam que estão sozinhos, mas não são capazes de perceber que, ao seu lado, há uma mão estendida gentilmente.”

“Mas o que isso tem a ver com observar a paisagem?”

“Se as pessoas parassem para observar mais a natureza, talvez conseguissem perceber detalhes como esse. Ver os pequenos insetos que, juntos, trabalham para polinizar as plantas, as quais vão se multiplicando pelos grandes campos, crescendo com a ajuda do sol e a chuva, criando assim, um lugar para outros animais morarem, onde estes também contribuem para construir algo realmente belo. Cada um desempenhando sua função, no seu devido tempo, mas todos juntos... caminhando de mãos dadas.”

O garoto ficou pensativo, fazendo com que os papéis se invertessem e deixando a garota curiosa para saber o que o rapaz pensava a respeito. Alguns minutos se passam e a garota perde um pouco das esperanças de que ele poderia compreendê-la. O sinal que indicava o final do intervalo toca, fazendo com que o garoto se levantasse, ainda sem dizer nada. A garota, já conformada pelo silêncio do rapaz, também começa a se preparar para retornar à sala de aula, satisfeita por pelo menos alguém ter se interessado pela questão. Mas antes que ela se levantasse, percebe a mão estendida do garoto, que sorria timidamente.

“Acho que agora é a nossa vez de construir pequenos milagres.”

De forma inesperadamente doce, a garota deixa escapar um sorriso entre seus olhos encharcados. Ela segurou a mão do garoto e ambos seguiram para a aula, carregando dentro de seus corações a esperança de que esse sentimento pudesse se espalhar, e que, aos pouquinhos, as pessoas também pudessem cultivar pequenos milagres em suas vidas.

*** FIM ***


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Re: Crônicas da Midori

Mensagem por NekoYo em Sab Mar 24 2012, 06:47

Interessante... mais ainda, pois também tenho essa capacidade empírica. ^^
* nhuuu, lembra que uma certa tuelha também é assim XDD *

Vejo muito disso no que as pessoas falam ou fazem, pequeninos detalhes, às vezes uma coisinha tikitikinha.

Os pequenos detalhes do dia-à-dia são os que fazem as coisas ficarem enormes. Assim como os acidentes aconteçem passo-à-passo e as pessoas depois colocam a culpa nas outras. Olha só, coisas simples na nossa vida, como cuidar do lixo. Eu tenho 3 tipos de lixo em casa, tá... nada a ver com o texto acima, mas olha só... já viu o que as minhocas fazem numa composteira? *O* Fora que sou um dos poucos que colocam o lixo seletivo no sábado (é... coloquei cedo hoje), mas fico triste em saber que não dá de aproveitar o papel higiênico usado ou o cocô dos cachorros ¬¬.

Pequenos milagres são feitos todos os dias, depende de quem os faz! O___<-pisk

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Re: Crônicas da Midori

Mensagem por Midori em Sab Mar 24 2012, 08:41

Obrigada Neko pelo seu comentário ^^

Hahahahah xD~
Pois é, a getne só vai dar conta das coisas depois que perde ou que fica ruim xD...

^^/


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Re: Crônicas da Midori

Mensagem por yumi moony em Sab Mar 24 2012, 12:20

Deixa eu passar o rodo comentar aqui XD

Bom só pra constar eu ainda não li as anteriores, então vou só resenhar a última (pequenos milagres). À medida que for lendo as demais eu vou colocando por aqui.

No geral eu gostei bastante desse conto, Mi! lol
Consegui imaginar as cenas na minha cabeça, como se fosse num anime.
E isso é um ponto positivo, deixar que o leitor imagine certos detalhes da cena e se envolva com ela.
A narrativa em si fui de forma legal, sem ficar muito descritiva mas também não muito rápida. Gostei da forma como introduziu a garota logo no início, despertando a curiosidade do leitor pela sua atitude de ir sentar na árvore todo intervalo.

Aparentemente, era uma colegial comum.

E também pelo fato de ter esta frase, que por mais curta que pareça, consegue criar uma certa identificação com o leitor.

A única coisa que eu achei que você poderia ter explorado melhor seria no final, quando o papéis foram 'invertidos' e a menina começa a ficar curiosa.
Acho que não precisava ter escrito que os papéis haviam sido invertidos, seria muito mais legal se o leitor deduzisse isso por si só.
Daria mais impacto (ou pelo menos a questão da inversão de papéis ficaria mais evidente) se o menino fizesse o mesmo movimento que a menina havia feito quando o menino ia embora (dela ter segurado a manga da camisa dele). E por sua vez, a menina ficar surpresa.

Mas a mensagem que o conto passou achei bem bacana, das pessoas não valorizarem estes pequenos milagres que acontecem ao nosso redor, toda hora.

Isso me fez lembrar de algo parecido que eu tinha colocado em alguma história minha XD mas era mais pra criticar o fato das pessoas não pararem para entender a si mesmas.

Isso lembrou um fato na faculdade.
Todo santo dia eu passo por uma ponte (tem um lago dentro do campus XD se der eu tiro fotos e ponho como reflexões malucas no blog do sigma pi) pra ir pra sala de aula ou pro departamento da química. De tanto que a gente passa pela ponte você nem tá nem aí pro lago, fora que de vez em quando vêm um cheiro ruim HAUAAHUHUA

Mas o fato é que teve um dia no fim da tarde que eu estava vindo embora sozinha e resolvi parar para ver o lago e as arvores ali no fundo. Foi muito bom o clima de tranquilidade que passou. Por um momento, admirar toda aquela natureza e esquecer da correria e dos problemas do dia a dia.

Fora que também teve um dia que eu e meu namorado voltamos a noite. A vista era muito linda *O*
Parecia que o reflexo do lago estava com uma daquelas pinturas impressionistas, muito bonito!

Bom, acho q é isso XD
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Re: Crônicas da Midori

Mensagem por Midori em Sab Mar 24 2012, 12:24

*o*

Eu não tinha pensado nisso Yumi *o*...
É eu preciso parar com esse negócio de jogar tudo mastigado para o leitor XD...

Uia que legal Yumi >w<! Ter um lugar assim para passar ^^! (Tirando o cheiro xD)

Obrigada pelo seu comentário *-*~

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Re: Crônicas da Midori

Mensagem por Midori em Qui Maio 03 2012, 20:36

Eu escrevi uma nova crônica ^^.
Mas antes de postá-la, gostaria de fazer uma pequena explicação ^^.
Leona Hagebak é um alter-ego que criei, a princípio, com outra intenção e outros projetos (eu tinha um blog sobre points de SP... mas só escrevi uma matéria e engaveitei a ideia por falta de verba e falta de "cara de pau" hahahaha). Mas agora eu transformei ela em personagem para essa série de crônicas. Serão todas histórias curtas e fechadas, mostrando fatos curiosos na vida da personagem Leona Hagebak.


Um dia comum de Leona Hagebak I: Segredo da Beleza


É engraçado como conversas triviais em um toalete podem se transformar em um fato curioso. Um dia desses, no horário de almoço da empresa onde eu trabalho, fui ao banheiro lavar o rosto para ver se diminuía a sensação de sono que dá após as refeições. Sei que, enquanto molhava meu rosto, entraram algumas meninas tagarelando algo sobre rapazes, o que, para mim, era desinteressante.

Sequei meu rosto e percebi que elas estavam na frente do lavatório, retirando de suas bolsinhas, tipo nécessaire, vários itens de maquiagem e espalhando-os sobre o lavabo. Acho que nunca vi tantos potinhos de formas, tamanhos e cores diferentes juntos dessa forma! Passavam base, pó compacto, blush, batom, gloss, delineador de olhos, sombra, rímel e o que mais tivessem direito.

Enquanto se maquiavam, continuavam trocar ideias sobre rapazes. Que fôlego! Pois não paravam nem para respirar. Diziam coisas como: “Fulano de tal disse que eu me parecia com uma boneca”. Já a outra ria e falava: “Ai que inveja da sua pele linda!”... pergunto-me como conseguiam ver a pele debaixo de tanta coisa que passavam.

Antes que eu pudesse me retirar daquele ambiente, para minha surpresa, uma terceira garota fitou bem o meu rosto e logo me perguntou: “Você é a Leona, não é?”. Concordei com a cabeça já que não tinha muito do que falar, afinal, nem as conhecia. De repente, as outras ficaram extasiadas, me deixando levemente sem graça. Sem perder muito tempo, começaram a fazer perguntas sobre qual seria meu segredo; que marcas eu usava; escova ou chapinha. Na hora, não entendi muito bem as perguntas e, a principio, tive medo delas.

Mas, observando minha situação desconfortável, a garota que havia me abordado, explicou a razão da curiosidade das outras garotas. Contou-me que, um dia, quando uma das garotas perguntou aos rapazes qual era a pessoa que eles consideravam a mais bela da empresa, a grande maioria respondeu pelo meu nome, esclarecendo a situação e me acalmando um pouco.

Então, em um consenso, as garotas me perguntaram qual era o segredo de minha beleza.

Como a empolgação das garotas me cativou, resolvi fazer um pouco de mistério. Acredito que mais um pouco elas explodiriam de ansiedade. Até que, de forma rápida e simples, disse: “É o sorriso”. Elas ficaram sem saber se era mais alguma brincadeira minha ou se eu estava realmente falando sério. Davam uma risadinha meio torta e faziam uma cara de “hã?”. Então, com calma e com um grande sorriso no rosto, completei o que tinha dito:

“A verdadeira beleza está dentro de cada mulher, em um lugar onde não se pode cobrir com maquiagens ou qualquer apetrecho, mas que as pessoas conseguem perceber nas atitudes cotidianas, nas palavras e no sorriso.”

Olhando para minha cara risonha, algumas concordavam e também sorriam ao mesmo tempo em que continuavam discutindo o que poderiam fazer para se tornarem mulheres mais belas. Outras acharam que era pura bobagem ou uma simples invenção e, sem darem mais atenção para a conversa, continuaram se produzindo. Enquanto isso, eu estava pronta para mais um período corrido de trabalho, feliz e convicta de quem eu realmente sou, sem a necessidade de me esconder por trás de brilhos artificiais.

- Termina aqui mais um dia comum na vida de Leona Hagebak -

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Re: Crônicas da Midori

Mensagem por Midori em Qui Jun 07 2012, 16:20

Bom ninguém se pronunciou aqui, mas não tem problema! Vou postar mais uma crônica das aventuras da Leona Hagebak XD!


Um dia comum de Leona Hagebak II: Ponto de vista


Lá estava eu em mais um dia de trabalho. Escrevia, apagava, parava para pensar, roia a ponta de uma caneta, escrevia novamente, batucava com a caneta na mesa... Seria um dia de trabalho normal, se não fosse por um desabafo um tanto curioso de uma amiga próxima.

Enquanto eu divagava olhando para o monitor, minha amiga puxou uma cadeira e sentou-se ao meu lado. Observava-a com canto do olho para ver o que me diria, pois, vira e mexe acabava me atrapalhando com seus papos furados – não que a esta altura conseguisse me concentrar em algo. Como demorou a se pronunciar, cheguei a pensar se era mais uma cobrança de clientes ou do chefe.

Tomei mais um gole do café e já me preparava para ouvir a “bomba”. Estava, inclusive, abrindo o programa no computador para fazer possíveis correções... e nada! Minha amiga continuava calada. Então, pensei: “Só pode estar de brincadeira comigo!” e me virei. Quando estava pronta para perguntar qual era o problema dela, percebi que desta vez, realmente, ela parecia ter um problema.

Coloquei a mão em sua cabeça e disse: “Desembucha, mulher, porque eu não tenho bola de cristal”. Ela, em um tom desanimado, me respondeu: “Acho que não vou mais criar”. Nem tive tempo de perguntar o por quê. Quase desabando em choro, me contou que recebeu algumas duras críticas por e-mail. E, antes que eu pudesse respondê-la, começou a se enrolar com as palavras, dizendo que era uma inútil, que não sabia o que estava fazendo lá, como é que eu aguentava isso... Neste momento, eu não sabia o que fazer senão força-lá a tomar o resto do meu café frio – e até hoje não sei se isso foi uma boa ideia – mas ganhei tempo para falar sobre o que eu pensava a respeito:

“Mas as pessoas que lhe criticaram tiveram o trabalho de ler o seu trabalho. Se fosse algo tão ruim assim, no mínimo, elas nem ao menos se dariam o trabalho de comentar. Se você olhar por outro ponto de vista, perceberá que receber críticas não é o fim do mundo, afinal, críticas são inevitáveis. Não é que você precise aceitar tudo o que as pessoas lhe dizem. Questione-se. Peça outras opiniões. E veja se a crítica é realmente válida, o que você pode absorver dela. Se você espremer mesmo o pior comentário que já recebeu, talvez seja capaz de retirar dela algo muito bom para o seu crescimento profissional. Nem que seja um: “Esse comentário não traz nada de construtivo”, mas já foi um passo para se analisar. A cada crítica ultrapassada, sua mente se tornará mais aberta e você estará apta para aprender diversas coisas, que antes, nem ao menos passariam por sua cabeça. Afinal, criar não tem jeito... é fazer, refazer e aprender. E, talvez, um dia essa pessoa que tanto lhe criticou poderá estender a mão e lhe dar os parabéns. Por que não? Para criar, eu não sou obrigada a deixar minha cabeça presa em uma caixa chamada receio. E você também não.”

Um tanto confusa, minha amiga voltou para a mesa dela e passou o dia pensativa. No dia seguinte, para o meu espanto, ela estava toda elétrica novamente – senhor café, aquele! E antes que pudesse ligar meu computador, veio correndo me contar que, no final da tarde do dia anterior, recebeu um e-mail de uma fã, a qual pedia que ela não desanimasse com as críticas e que deveria sempre tentar mais uma vez. Então, ela me abraçou e voltou para o seu lugar, animada. Enquanto eu... peguei o meu santo café para começar mais um longo e curioso dia de trabalho.

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Re: Crônicas da Midori

Mensagem por Midori em Sex Jul 20 2012, 11:57

Bom... pela falta de ibope que estou tendo no fórum ultimamente, postarei só o link do blog xDDDDDDDDDDD

So...

Link - Conto IV: So...

Mas podem deixar os comentários aqui, no blog ou facebook/twitter xD

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